Filmes que algumas pessoas amam… porque entenderam errado

Revista Digital Filmes que algumas pessoas amam… porque entenderam errado Por Danielle Delaneli Clube da Luta: Este filme não é um hino à masculinidade ou à rebeldia; é uma análise profunda do consumismo vazio e da alienação do trabalhador sob o capitalismo. Tyler Durden é a personificação de um delírio, um reflexo distorcido de um homem esmagado por um sistema que o desumaniza. Matrix: Muito além de uma simples ficção científica, Matrix é uma crítica contundente à ilusão de liberdade que o capitalismo nos impõe. A escolha entre a pílula vermelha e a azul representa a difícil decisão entre encarar uma realidade brutal ou permanecer confortavelmente preso em uma mentira conveniente. Coringa (2019): Este filme não apenas expõe a desigualdade social, mas também denuncia o abandono do Estado e as consequências devastadoras da violência estrutural na saúde mental. O Coringa é a síntese de um sistema que falha em cuidar dos mais vulneráveis. V de Vingança: Aqui, não encontramos um herói, mas sim a encarnação da resposta desesperada e radical contra um governo opressor. O filme critica abertamente o totalitarismo, revelando como o controle estatal e as ideologias fascistas esmagam a liberdade individual. Robocop (1987): Uma crítica feroz ao capitalismo sem freios, este filme expõe a privatização da segurança pública e a desumanização do trabalhador. Ele revela como corporações e o Estado se entrelaçam para transformar seres humanos em meras peças descartáveis dentro de um sistema cruel. Tropas Estelares (1997): Esta obra é uma sátira mordaz ao militarismo e à propaganda de guerra. O filme expõe como o Estado manipula a população, utilizando patriotismo e medo como armas para justificar a brutalidade e a opressão. Rambo: Programado para Matar: Um grito de desespero que critica a forma como os veteranos são tratados após serem usados como ferramentas do imperialismo. Rambo simboliza as cicatrizes deixadas pela guerra do Vietnã e denuncia a brutalidade do sistema militar que abandona seus próprios. O Lobo de Wall Street (2013): Uma sátira afiada ao capitalismo selvagem, revelando como a ganância desenfreada e a corrupção no sistema financeiro permitem que os poderosos se aproveitem dos fracos. O filme escancara a moralidade descartada em nome do lucro. Parasita (2019): Uma crítica incisiva à desigualdade extrema, mostrando como o sistema capitalista perpetua a opressão das classes mais baixas em benefício de uma elite privilegiada. Eles Vivem (1988): Uma crítica direta ao controle midiático e à alienação das massas. O filme expõe como as elites manipulam ideologicamente as pessoas para manter sua visão distorcida da realidade. O Poço (2019): Uma alegoria brutal sobre desigualdade social e consumismo, mostrando como o sistema capitalista favorece uma elite enquanto os outros lutam desesperadamente por sobrevivência. Mad Max: Estrada da Fúria: Este filme questiona o colapso social resultante do consumismo desenfreado e da busca insaciável por poder. É uma distopia onde os recursos são monopolizados por uma elite brutal, desafiando também os estereótipos tradicionais de masculinidade e papel feminino na sociedade. Avatar (2009): Uma crítica incisiva ao imperialismo contemporâneo, à devastação ambiental e à exploração de povos indígenas em nome do lucro. O filme destaca como potências imperialistas invadem terras alheias para extrair recursos, destruindo ecossistemas inteiros no processo. Tropa de Elite: Um retrato cru da violência policial e do colapso do sistema judiciário. O filme revela como a brutalidade policial é moldada por uma estrutura corrupta que não protege, mas sim reforça a opressão das classes marginalizadas. Tropa de Elite 2: Este filme vai muito além da violência policial; ele expõe uma teia de corrupção que entrelaça tráfico, política e a impunidade do sistema judicial. Revela como o Estado não apenas ignora, mas se alinha ao crime organizado, perpetuando um ciclo vicioso de opressão e exploração dos mais vulneráveis. É uma representação crua de como o poder se alimenta da miséria alheia. Cidade de Deus: Uma crítica incisiva à desigualdade social, o filme retrata a falta de oportunidades e a violência estrutural que permeiam as favelas. O tráfico de drogas e a criminalidade são meros sintomas de um sistema que marginaliza e abandona uma grande parte da população. A narrativa nos força a encarar a realidade brutal que muitos preferem ignorar. Taxi Driver: Uma análise perturbadora da alienação e solidão em uma sociedade que descarta indivíduos. Travis Bickle é o produto da miséria urbana, mergulhado em paranoia e ressentimento, reflexo direto das falências do capitalismo que empurra pessoas ao limite da violência. O filme é um grito desesperado contra um mundo que falha em cuidar dos seus. Psicopata Americano: Uma sátira mordaz ao consumismo desenfreado e ao narcisismo que caracterizam o capitalismo tardio. Patrick Bateman não é o homem idealizado do “alpha male” – ele é um sociopata vazio, moldado por uma sociedade que valoriza dinheiro e superficialidade acima de tudo. O filme expõe a futilidade de uma vida baseada em aparências. O Auto da Compadecida: Uma crítica ácida à desigualdade social, abordando a exploração dos pobres e a hipocrisia das elites e instituições religiosas. João Grilo e Chicó são sobreviventes em um sistema injusto, onde os poderosos manipulam a fé e a ignorância para manter seus privilégios intactos. O filme revela as contradições de uma sociedade que se diz moralmente superior. Oppenheimer: Não se trata apenas de fatos; o militarismo é apresentado como uma força destrutiva, com a ciência sendo sequestrada pelo Estado para fins bélicos. O filme revela como os EUA utilizaram a bomba atômica não por necessidade, mas para demonstrar poderio militar, descartando Oppenheimer quando ele deixou de ser útil. É uma reflexão sombria sobre as consequências da ambição desmedida. O Show de Truman: Uma crítica contundente ao controle midiático e à manipulação da realidade, mostrando como o sistema transforma indivíduos em meros produtos de entretenimento. Vivemos sob um regime que nos vende uma falsa liberdade enquanto lucra com nossa alienação, tornando-nos marionetes em um espetáculo sem fim. O Preço do Amanhã: Um retrato claro da exploração capitalista, onde tempo literalmente se torna dinheiro. Os ricos acumulam séculos de vida enquanto os pobres lutam para sobreviver dia
Fudêncio e seus amigos (2005-2011)

Críticas Fudêncio e seus amigos (2005-2011) Tipo o south park, só que brasileiro… O João Gordo, que é uma referência no movimento punk brasileiro afirmou em uma entrevista nos anos 2000 que tinha um boneco chamado “Fudêncio”, o tal boneco em questão tinha uma aparência exótica e era completamente punk em atitudes, o próprio João afirmou que era “boneco demoníaco”. Mesmo não tendo uma ligação direta com o seriado, o nome do boneco de certa forma serviu de inspiração para o seriado. A emissora MTV juntamente com o criador Thiago Martins, Marco Pavão e Flávia Boggio desenvolveram o seriado Fudêncio e seus amigos, em 2005 se estendendo até 2011. Como se trata de um desenho com caráter adulto, passava após a meia noite na MTV (muitos pré-adolescentes assistiam escondidos dos pais). Em suma, Fudêncio é um desenho politicamente incorreto, com vários palavrões, cheio de situações absurdas onde o protagonista em questão (Fudêncio) um garoto punk com más intenções e que sempre se dá bem em qualquer situação que seja. Em contrapartida, o personagem Conrado (que é um caqui humano) sempre é prejudicado em todos os episódios, possuindo até um bordão específico “eu só me f*do nessa porr*”. Claro que nos anos 2000 muita coisa absurda era passada na televisão abertamente – como pessoas seminuas em uma banheira do Gugu aos domingos de tarde. Eram outros tempos, as pessoas não tinham o pensamento crítico que têm atualmente e muita coisa errada era completamente banalizada. Em alguns episódios de Fudêncio por exemplo, um aluno “se apaixona” por uma professora e todos acham normal. Já outro episódio ocorre a distribuição de drogas para as crianças “melhorarem o desempenho” e por aí vai. A impressão que deixa é que Fudêncio é praticamente o south park brasileiro, mas que envelheceu mal. É possível assistir todos os episódios online, no YouTube. O Projeto A Sala afirma que todos os textos do site são de responsabilidade do próprio autor.
Projeto A Sala marcará presença no Olhar de Cinema 2025, festival internacional de Curitiba

Notícias Projeto A Sala marcará presença no Olhar de Cinema 2025, festival internacional de Curitiba O Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba chega à sua 14ª edição em 2025 e será realizado entre os dias 11 e 19 de junho, trazendo uma programação diversa e intensa para os amantes da sétima arte. O Projeto A Sala estará presente no evento, acompanhando de perto todas as atividades e novidades que movimentam o cenário cinematográfico da capital paranaense. Com mais de 90 filmes — entre longas e curtas-metragens independentes de diversas partes do mundo — o festival reforça seu compromisso com a pluralidade de olhares e narrativas, um valor que também é central para o Projeto A Sala. As exibições acontecem em espaços culturais emblemáticos de Curitiba, como o Cine Passeio, o Teatro da Vila, a Cinemateca de Curitiba, o Cine Guarani e o Museu Oscar Niemeyer. A abertura do festival promete ser memorável: no dia 11 de junho, a icônica Ópera de Arame se transforma em uma sala de cinema para a exibição de “Cloud”, filme que representou o Japão no último Oscar. Os ingressos estão disponíveis no site oficial do festival: www.olhardecinema.com.br. Leia Também Viajo porque preciso, volto porque te amo (2009) Críticas Viajo porque preciso, volto porque te amo (2009) Um… Leia mais 04/06/2025 O céu de Suely (2006) Críticas O céu de Suely (2006) Parece um conto de… Leia mais 27/05/2025 (500) dias com ela (2009) Críticas (500) dias com ela (2009) Um filme problemático e… Leia mais 21/05/2025 A Garota Ideal (2007) Críticas A Garota Ideal (2007) Já vi cenas desse filme… Leia mais 06/05/2025 No Entres (2024) Críticas No Entres (2024) Por Ricardo Rodrigues No Entres (2024)… Leia mais 29/04/2025 Carregar mais
Viajo porque preciso, volto porque te amo (2009)

Críticas Viajo porque preciso, volto porque te amo (2009) Um retrato sobre a solidão. Esse filme é um daqueles que vai prender sua atenção, independente de qualquer coisa… primeiro por ser gravado em primeira pessoa, acompanhamos em tempo real a narração e vivência de um geólogo que é enviado para o interior do nordeste brasileiro, narrando principalmente sobre a cidade pacata e os moradores que ali habitam. Karin Ainouz (mesmo diretor de “céu de Suely”) consegue em pouco mais de 100 minutos carregar a solitude do protagonista, pior, nós ficamos mergulhados nela… o narrador personagem é José Renato (Irandhir Santos) que com sua atuação, promove uma imersão realista acerca da solidão principalmente em grandes viagens. Um destaque no filme é o diálogo da personagem Paty (que é dançarina e faz programa nas horas vagas) que introduz o conceito de “vida lazer”: que para ela significa estar com a filha e com o companheiro ao lado, para esquecer esses momentos ruins que passou na vida, ressaltando ainda com a frase “é triste gostar sem ser gostada”. Esse pequeno vídeo viralizou no TikTok e Instagram, muitas pessoas assistiram o filme devido a isso. A impressão a que temos assistido é que o próprio José Renato é quem está fazendo o filme, sem filtros, CGI, apenas com uma câmera na mão é capaz de transmitir emoção, veracidade, fúria, realidade com um toque bem pessoal e cru. A cidade pacata, os moradores, as festas, os diálogos, e o trabalho, junto com as memórias amorosas de José são o palco perfeito para a poesia presente no cotidiano, principalmente a marginal (que fica às margens, não a poesia polida). O filme está disponível no YouTube, caso alguém queira assistir realmente vale a pena. O Projeto A Sala afirma que todos os textos do site são de responsabilidade do próprio autor.
O céu de Suely (2006)

Críticas O céu de Suely (2006) Parece um conto de fadas brasileiro Esse filme parece simples, mas aborda muita complexidade e questionamentos principalmente nas entrelinhas, as ações dos personagens falam mais do que os próprios diálogos – o que nos causa uma empatia, principalmente pela atuação impecável da atriz Hermila Guedes. No longa, conhecemos Hermila (Hermila Guedes) uma mãe solo que volta para sua cidade natal no interior do Ceará na esperança da qual o pai do seu filho volte, e tenham uma família. Mas o passar do tempo mostra um tom agridoce, o homem não volta e Hermila se vê sem um propósito. Querendo abandonar o interior a qualquer custo, mas completamente sem dinheiro, Hermila então tem uma ideia de rifar seu corpo para um homem por uma única noite, chamada “noite no paraíso” adotando assim o codinome “Suely”. A rifa faz muito sucesso, até que chega ao conhecimento da família da Hermila (Suely) que desaprova a atitude. O filme conta com 130 minutos, e pode ser assistido no globoplay e na Netflix, aborda liberdade sexual, empoderamento, relações familiares, dificuldades socioeconômicas, discriminação, abandono parental, relacionamentos e desilusão amorosa. É um filme nu, cru e com uma direção incrível de Karim Aïnouz (as câmeras são estáticas, lembrando quase uma novela) nos garante uma proximidade com os personagens. Gravado nos anos 2000, temos um granulado natural (ocasionado pela resolução câmera utilizada), principalmente no início do filme onde enxergamos o sonho de Suely – Hermila, no qual o espectador desavisado pode até achar que se trata de um conto de fadas ou filme de romance, mas o desenvolvimento da trama nos mostra algo bem mais complexo que isso. O Projeto A Sala afirma que todos os textos do site são de responsabilidade do próprio autor.
(500) dias com ela (2009)

Críticas (500) dias com ela (2009) Um filme problemático e superestimado Vou evitar adicionar spoilers, apesar de não ser um filme novo, sei que existem algumas pessoas que ainda não assistiram. Era pra ser um filme de romance? Não, o próprio filme nos mostra isso no início mas vai se criando um apelo muito forte nos protagonistas (principalmente “Tom” Joseph Gordon Levitt). Na verdade, esse é um clássico filme onde “um cara bonzinho” se apaixona por uma mulher “que o decepciona” no final, apesar de ser um ícone cult o longa é sim bastante problemático se analisar minuciosamente. As pessoas confundem atração física com amor, e vem misturado de carência e dependência emocional… Tom estava muito tempo sozinho e “mergulhou de cabeça” ao conhecer Summer (Zoey Deschanel) ignorando completamente o fato de que ela não queria relacionamento. Fica um sabor agridoce e com um toque de “incel”, afinal o Tom era tão legal porque ele não ficou com Summer? Simplesmente porque ela não quis, e tá tudo bem isso. O erro na verdade foi a criação de expectativa onde tinha traços desde o início que era incerto. Existe um diálogo no filme onde a Rachel (Chloe Grace Moretz – ainda criança) diz a seguinte frase “só porque ela gosta das mesmas coisas que você não significa que é o amor da sua vida”. A verdade é uma só: esse filme muda as nossas percepções com o passar do tempo. Lembro de ter assistido quando lançou (eu era adolescente) e me identifiquei muito com Tom, ora com Summer também… assistindo novamente agora já adulto, tenho a percepção que na verdade todos os personagens deveriam fazer terapia nesse filme, principalmente Summer ao deixar a relação ir longe demais. Não existe vilão no filme, mas condições adversas que seriam resolvidas facilmente com psicologia. O Projeto A Sala afirma que todos os textos do site são de responsabilidade do próprio autor.
A Garota Ideal (2007)

Críticas A Garota Ideal (2007) Já vi cenas desse filme em compilados de memes na internet, principalmente sobre o ator Ryan Gosling mas recentemente me permiti uma chance para assistir, e fui surpreso positivamente… O filme apesar de possuir uma premissa relativamente simples, muda da água para o vinho entre o segundo ato e o clímax. No longa, conhecemos Lars (Ryan Gosling) um homem extremamente tímido que não interage muito socialmente – mas consegue trabalhar e ir a igreja aos domingos. O irmão de Lars – Gus (Paul Schneider) é casado com Karin (Emily Mortimer) que possui um fascínio para a socialização de Lars, praticamente Karin fica forçando a barra para que Lars jante com o irmão, o agarrando e nitidamente deixando em uma situação bem desconfortável. Tudo muda quando o colega de trabalho de Lars – Kurt (Maxwell McCabe-Lokos) mostra um site para comprar bonecas sexuais reais, Lars escolhe a aparência da mulher ideal e isso é o estopim para a narrativa do filme. Acontece que Lars encontrou em Bianca (boneca) uma relação afetuosa que não construiu com nenhuma outra pessoa. O fato de mostrar isso para outras pessoas gera um tom de humor ácido, cenas hilariantes, desconfortáveis e ao mesmo tempo, emotivas… O roteiro de Nancy Oliver toma um rumo completamente inesperado, a ponto do espectador ter empatia por Bianca ao mesmo tempo que acompanhamos a evolução comportamental de Lars, que vai ficando mais sociável a medida que o relacionamento com Bianca avança (aliás, um adendo: em momento algum no filme, mostra uma relação sexual de Lars e Bianca). Inclusive, o casal possui até uma discussão de relacionamento acalorada, e a “morte” de Bianca é emotiva com toda a comunidade e ao mesmo tempo que é um recomeço para Lars. O longa possui 102 minutos, vale muito a pena assistir pois possui um ritmo descontraído e leve – está disponível no prime video e na mubi… se eu pudesse avaliar esse filme, eu daria 4 estrelas de cinco. O Projeto A Sala afirma que todos os textos do site são de responsabilidade do próprio autor.
No Entres (2024)

Críticas No Entres (2024) Por Ricardo Rodrigues No Entres (2024) .. Ou seria melhor “não assista”? Sem spoiler O longa encontra-se em cartaz nos cinemas brasileiros, foi lançado no Brasil dia 10/04/25. Sinceramente não vi ninguém falando desse filme, logo, assisti sem expectativa e não me decepcionei (mas não fiquei surpreso). Uma premissa repleta de clichês com uma narrativa tão batida que mesmo ao incorporar uma crítica sobre o uso da internet para ganhar likes e visualizações, não torna o filme inovador. Na narrativa conhecemos dois personagens que são os protagonistas: Aldo e Cristian, são adultos que interpretam jovens querendo ser famosos na internet, e que são capazes de entrar em uma casa abandonada para almejar a fama virtual, mas como todo bom clichê de filme de terror, obviamente as coisas saem fora do esperado e uma tragédia se aproxima. O formato do filme é na maioria das vezes em found footage, o que deixa subentendido ser uma produção com baixo orçamento, isso não seria um problema se a direção, roteiro e atuações fossem impecáveis (o que não é o caso desse filme). Apesar de ter alívios cômicos, cenas que de fato tiram uma risada bem leve, o filme não passa mais do mesmo: jump scares fracos, câmera tremendo, pessoas se ferrando por mexerem/zombarem de espíritos, devaneios e umas maquiagens/figurinos medianos (aparece um suposto demônio no filme, com uma duração menor que dois segundos, com uma roupa que parece ser comprada na shoppe), mesmo com o “plot twist” próximo do final, o filme não surpreende o espectador. Existe uma cena pós créditos que deixa no ar se haverá ou não uma possível continuidade, que caso exista, sinceramente não vale a pena assistir. Se eu pudesse avaliar o filme em uma nota de zero a cinco, eu daria 2,5. O Projeto A Sala afirma que todos os textos do site são de responsabilidade do próprio autor.
Looney Tunes – O Filme: O Dia Que A Terra Explodiu

Críticas Looney Tunes – O Filme: O Dia que a Terra Explodiu (2024) Por Marcelo Paiva Looney Tunes – O Filme: O Dia Que A Terra Explodiu é a fórmula certa para a franquia da Warner! Inserir uma nova vida útil – e de preferência, longa – para um universo animado que já possui mais de 90 anos, não é tarefa fácil. Afinal, mesmices cinematográficas estão aos montes por aí e até hoje, por exemplo, a Marvel não sabe como recuperar o fio da meada, após o sucesso de Vingadores. Mas, os roteiristas do novo filme do Looney Tunes parecem ter acertado na dose. Em seu último lançamento, acompanhamos a jornada de Gaguinho e Patolino em um script habitual para o estúdio: o espaço sideral e a sua sempre firme ameaça universal. Se, à primeira vista, parece que o longa irá persistir no enredo clássico dos live-actions do passado, a história mostra que não foi esse o destino do Dia que a Terra Explodiu. Na trama, a dupla carismática vive em uma cidade dominada pela indústria do chiclete e, logo na primeira metade, descobre que um ser alienígena alterou a fórmula da mais nova edição da goma de mascar para fins nefastos. Esse é o fio lógico do filme, isto é, o único ponto racional da trama, já que nada em Looney Tunes é para ser verossímil. Com personagens secundários que justificam sua existência – acredite, isso é talvez um dos maiores desafios para os estúdios de animação hoje em dia – é muito divertido acompanhar a interação criada para a dupla de desajeitados, que representam uma ameaça muito maior para o mundo do que qualquer plano maquiavélico orquestrado por um extraterrestre. Brincando com a máxima de que serão eles a única esperança da Terra, o longa entretém, não cansa e até consegue emocionar. Para um legado que precisa – urgentemente – se encaixar no novo mundo digital da geração Alpha (nascida nos anos 2010), isso já é certamente um dever mais que cumprido. O Projeto A Sala afirma que todos os textos do site são de responsabilidade do próprio autor.
Bem vindos a bordo

Críticas Bem vindos a bordo (2021) Por Ricardo Rodrigues Antes de começar a análise, esse filme foi feito no meio da pandemia do COVID-19 em 2021, e isso é apresentado na narrativa – principalmente do meio para o final. Sabe aqueles filmes que são medianos e interessantes ao mesmo tempo? Bem vindos a bordo é um desses filmes. Definitivamente você não vai colocar para assistir como primeira opção, mas quando assistir não ficará frustrado… O filme possui dois diretores: Emmanuel Marre e Julie Lecoustre (que são roteiristas do longa também). Conhecemos Cassandra (Adele Exarchopoulos) uma jovem de 26 anos que é comissária de bordo em uma empresa de baixo prestígio, que tem que conciliar os desafios da carreira junto com a vida pessoal. Nunca tive nenhum contato com comissária de bordo, mas o filme foi produzido de maneira verossímil que causa reflexão sobre as relações de cargo e como conciliar na vida pessoal os desafios que aparecem. Cassandra tem uma vida regrada com encontro casuais em aplicativos de relacionamento, noites regradas com álcool e drogas na intenção de diminuir o tédio e a pressão pressão do trabalho. Com treinamentos intensos e metas elevadas, o emprego vai ficando exaustivo e Cassandra acaba perdendo o cargo que ocupava. Com esse choque de realidade, ela se vê em um novo desafio: abandonar os antigos hábitos para retornar a sua cidade natal e poder recomeçar a vida. O roteiro é simples, mas funciona muito bem com a temática que é apresenta de forma linear e a direção geral é excelente, que junto com a atuação magistral da Adele Exarchopoulos permite uma imersão na vida da protagonista, garantindo que o espectador crie empatia com a personagem. Não é um dos meus filmes favoritos, mas é um bom filme… Se eu pudesse dar uma nota seria 3,5. O Projeto A Sala afirma que todos os textos do site são de responsabilidade do próprio autor.