Vezes que o Oscar foi injusto

Revista Digital Vezes que o Oscar foi injusto O Oscar, apesar de ser a premiação mais prestigiada do cinema, nem sempre reflete unanimemente a opinião do público e da crítica. Ao longo dos anos, algumas vitórias geraram debates e deixaram a sensação de que outros filmes ou artistas mereciam mais reconhecimento. Embora a Academia tenha critérios rigorosos para a escolha dos vencedores, algumas decisões deixaram um gosto amargo para os espectadores. Em diversas ocasiões, o Oscar foi considerado injusto, premiando filmes ou atores que não eram os favoritos do público e da crítica. Em 1990, muitos ficaram surpresos quando Conduzindo Miss Daisy venceu o prêmio de Melhor Filme, superando concorrentes como Nascido em 4 de Julho e Sociedade dos Poetas Mortos, que tinham temáticas mais profundas e impacto emocional mais forte. Em 1998, Shakespeare Apaixonado levou o prêmio principal, derrotando O Resgate do Soldado Ryan, um dos filmes de guerra mais aclamados de todos os tempos, o que gerou questionamentos sobre a influência das campanhas de marketing nas votações. Para muitos, o Oscar foi considerado injusto nesse ano, pois o filme de Steven Spielberg era visto como um marco do gênero. Outro momento que gerou discussões aconteceu em 2006, quando Crash – No Limite surpreendeu ao ganhar de O Segredo de Brokeback Mountain, um filme amplamente elogiado por sua delicadeza e profundidade. Mais recentemente, em 2020, a performance de Adam Driver em História de um Casamento foi considerada por muitos tão impactante quanto a de Joaquin Phoenix em Coringa, levando alguns a questionar se a escolha da Academia foi a mais equilibrada. Nessa ocasião, o Oscar foi injusto aos olhos do público, que via no trabalho de Driver uma atuação emocionalmente mais complexa. Créditos: Cobra News Para os brasileiros, uma das decisões mais lembradas foi em 1999, quando Fernanda Montenegro, indicada por Central do Brasil, perdeu o prêmio de Melhor Atriz para Gwyneth Paltrow, por Shakespeare Apaixonado. A performance de Montenegro foi amplamente elogiada e é considerada uma das mais marcantes do cinema nacional, tornando-se um dos casos em que o Oscar foi considerado injusto, pois muitos críticos e espectadores esperavam vê-la consagrada naquela noite. Mesmo com algumas escolhas que dividem opiniões, o Oscar continua sendo um evento que celebra o melhor do cinema e imortaliza grandes talentos. Se por vezes o Oscar foi injusto aos olhos do público, por outro lado, a premiação sempre proporciona momentos inesquecíveis e reconhece trabalhos que marcam gerações. No fim, essas discussões apenas reforçam a paixão pelo cinema e mantêm viva a tradição do Oscar como a maior celebração da sétima arte. Leia Também Fudêncio e seus amigos (2005-2011) Críticas Fudêncio e seus amigos (2005-2011) Tipo o south park,… Leia mais 20/06/2025 Viajo porque preciso, volto porque te amo (2009) Críticas Viajo porque preciso, volto porque te amo (2009) Um… Leia mais 04/06/2025 O céu de Suely (2006) Críticas O céu de Suely (2006) Parece um conto de… Leia mais 27/05/2025 (500) dias com ela (2009) Críticas (500) dias com ela (2009) Um filme problemático e… Leia mais 21/05/2025 A Garota Ideal (2007) Críticas A Garota Ideal (2007) Já vi cenas desse filme… Leia mais 06/05/2025 Carregar mais
Filmes mais Aguardados de 2025

Revista Digital Os Filmes Mais Aguardados de 2025: Um Ano de Grandes Lançamentos no Cinema O ano de 2025 promete ser um marco para a indústria cinematográfica, com lançamentos de peso que têm o potencial de levar as bilheterias globais a patamares inéditos desde a pandemia. Estima-se que o setor alcance uma receita de US$ 43,27 bilhões neste ano, impulsionado por produções aguardadas com entusiasmo por fãs e críticos. Confira os destaques mais esperados do calendário cinematográfico de 2025. Primeiramente vamos ver por gêneros Releituras de Clássicos Logo no início do ano, Robert Eggers apresenta sua releitura de “Nosferatu”, um clássico do terror originalmente lançado em 1922. Bill Skarsgård e Willem Dafoe lideram o elenco deste filme atmosférico e sombrio. Outro destaque é o live-action de “Branca de Neve”, que chega em março. Com Rachel Zegler e Gal Gadot no elenco, o filme da Disney é uma aposta certeira para fãs de fantasia e nostalgia. Universos Compartilhados e Blockbusters A Marvel e a DC continuam dominando as telas. Em fevereiro, a Marvel estreia “Capitão América: Admirável Mundo Novo”, com Anthony Mackie no papel principal, e em julho, o aguardado reboot de “Quarteto Fantástico” promete encantar com Pedro Pascal e Vanessa Kirby como protagonistas. Na DC, o grande destaque é “Superman: O Legado”, o primeiro filme do novo universo compartilhado sob a direção de James Gunn, estrelando David Corenswet como Clark Kent. Sequências Esperadas Para os fãs de ação e aventura, 2025 traz o encerramento de grandes franquias. “Missão: Impossível – O Acerto Final”, previsto para maio, promete cenas de tirar o fôlego com Tom Cruise. Já em julho, “Jurassic World: Rebirth” renova a franquia com Scarlett Johansson enfrentando dinossauros em um enredo empolgante. Outras sequências incluem “M3GAN 2.0”, “Jogos Mortais 11”, e “Five Nights at Freddy’s 2”, que garantem o terror e o suspense para os aficionados pelo gênero. Animações e Live-Actions Filmes que conquistaram o público jovem retornam em novas roupagens. “Como Treinar o Seu Dragão” e “Lilo & Stitch” ganham adaptações live-action, enquanto “Zootopia 2” expande o universo encantador da animação original. Obras Premiadas e Cinebiografias No segmento mais dramático e artístico, destacam-se filmes como “Anora”, vencedor da Palma de Ouro em Cannes, e a cinebiografia “Um Completo Desconhecido”, que retrata a vida de Bob Dylan, com Timothée Chalamet no papel principal. Ainda no campo das biografias, “Michael” explora a complexa trajetória do Rei do Pop, Michael Jackson. Ficção Científica e Fantasia O diretor Bong Joon Ho apresenta “Mickey 17”, uma história distópica estrelada por Robert Pattinson, enquanto James Cameron retorna com “Avatar 3: Fogo e Cinzas”, prometendo elevar o patamar dos efeitos visuais e narrativos em dezembro. Agora por data podemos ver os mais aguardados de 2025: Janeiro Lee – 02/01 Nosferatu – 02/01 Chico Bento e a Goiabeira Maraviosa – 09/01 Babygirl – 09/01 Pequenas Coisas Como Estas – 09/01 MMA – Meu Melhor Amigo – 16/01 Paddington: Uma Aventura na Floresta – 16/01 Conclave – 23/01 Anora – 23/01 A Verdadeira Dor – 23/01 Fevereiro O Brutalista – 06/02 Emília Pérez – 06/02 Better Man: A História de Robbie Williams – 06/02 Capitão América: Admirável Mundo Novo – 13/02 Bridget Jones: Louca pelo Garoto – 13/02 Maria Callas – 13/02 O Macaco – 20/02 Um Completo Desconhecido – 27/02 Março Mickey 17 – 06/03 Vitória – 13/03 Branca de Neve – 20/03 Abril Operação Vingança – 10/04 Maio Thunderbolts – 01/05 Missão: Impossível – O Acerto Final – 22/05 Lilo & Stitch – 22/05 Karatê Kid: Lendas – 29/05 Junho Bailarina – Do Universo de John Wick – 05/06 Como Treinar o Seu Dragão – 12/06 Extermínio 3 – 19/06 M3GAN 2.0 – 26/06 Julho Jurassic World: Rebirth – 03/07 Superman: O Legado – 10/07 Homem-Aranha: Além do Aranhaverso – 10/07 Quarteto Fantástico – 24/07 Agosto Sexta-Feira Muito Louca 2 – 07/08 Setembro Invocação do Mal 4: Últimos Rituais – 04/09 Todo Mundo em Pânico 6 – 18/09 Jogos Mortais 11 – 25/09 Outubro O Telefone Preto 2 – 09/10 Novembro Truque de Mestre 3 – 13/11 Wicked: Parte 2 – 27/11 Dezembro Five Nights at Freddy’s 2 – 04/12 Avatar 3 – Fogo e Cinzas – 18/12 O Mandalorian & Grogu – 25/12 Prepare a pipoca e marque as datas na agenda. Leia Também Fudêncio e seus amigos (2005-2011) Críticas Fudêncio e seus amigos (2005-2011) Tipo o south park,… Leia mais 20/06/2025 Viajo porque preciso, volto porque te amo (2009) Críticas Viajo porque preciso, volto porque te amo (2009) Um… Leia mais 04/06/2025 O céu de Suely (2006) Críticas O céu de Suely (2006) Parece um conto de… Leia mais 27/05/2025 (500) dias com ela (2009) Críticas (500) dias com ela (2009) Um filme problemático e… Leia mais 21/05/2025 A Garota Ideal (2007) Críticas A Garota Ideal (2007) Já vi cenas desse filme… Leia mais 06/05/2025 Carregar mais
Filmes esquecidos do Oscar

Críticas Filmes esquecidos do oscar Por Larissa Blanco Semana passada saiu a lista com as indicações do Oscar 2025, aquela que é considerada a maior festa do cinema, apesar do foco apenas em produções norte-americanas. E esse é mais um momento de uma tumultuada temporada de premiações, que pode ser mais lembrada no futuro por seus eventos caóticos do que pelo vencedor em si, que é desconhecido, não existem grandes favoritos por enquanto. Se não fosse o destaque de “Ainda estou aqui” essa temporada seria terrivelmente chata, e tenho pena dos gringos que não conhecem essa emoção de tamanha alegria coletiva. Mas sempre que sai a lista de indicados a algum prêmio, cada um faz sua própria lista de filmes injustiçados. E aqui quero falar de alguns filmes que poderiam estar indicados, não foram, mas não é por isso que não merecem sua atenção. Afinal não é porque estamos participando agora que vamos esquecer que o Oscar é, antes de tudo, um concurso de popularidade. Look Back Dirigido por Kiyotaka Oshiyama Essa animação japonesa chegou discretamente no catálogo do Prime Vídeo no ano passado e conquistou todos que assistiram. Baseado num manga de mesmo nome e com caráter semi auto biográfico, o filme acompanha uma garota que gosta muito de desenhar e sonha se tornar uma mangaká. O caminho dela se cruza com uma outra jovem talentosa, mas muito reclusa, e elas iniciam uma amizade que durará anos. Como alguém que já sonhou trabalhar com arte e sabe como essa carreira é 80% esforço e 20% talento, gosto como o filme não romantiza essa vida. São muitos sentimentos evocados na sua duração singela, com menos de uma hora de duração. Como fazer milhões antes que vovó morra Dirigido por Pat Boonnitipat Filme selecionado pela Tailândia para a categoria de filme internacional, entrou na shortist mas acabou ficando de fora das indicações. É uma obra belíssima, que se usa muito do melodrama mas sem ser clichê ou ter os dramas óbvios de um embate geracional. M é um jovem adulto que vive com sua mãe e de vez em quando vê sua vó idosa. Quando ela recebe um diagnóstico não muito bom, o rapaz começa a se aproximar dela, inicialmente por um pedido da mãe, depois por uma ambição de herdar alguma coisa, e finalmente por vontade própria por causa da conexão criada. É um filme onde os pequenos momentos brilham, e tornam tudo especial. Com certeza vai arrancar algumas lágrimas. Ele teve um lançamento no cinema no ano passado e por enquanto está naquele limbo de não estar em nenhum lugar além das tumultuadas águas da internet. Rivais Dirigido por Luca Guadagnino A academia odeia o diretor italiano, ele lançou dois filmes no ano passado e nenhum entrou na lista de indicados. Como não assisti “Queer” ainda, vou focar em “Rivais” que é um dos meus filmes favoritos do ano passado. É um filme de uma maturidade e uma complexidade emocional que eu sentia falta no cinema “comercial” norte americano. Falar que é um filme de triângulo amoroso é simplificar demais, mas também é um bom jeito de vendê-lo. Uma ex jogadora de tênis é a treinadora de seu marido, também jogador, que já teve uma carreira brilhante, mas anda em declínio. Para tentar anima-lo, ela o inscreve num torneio pequeno, onde eles encontram seu maior rival e antigo melhor amigo. Uma salada de relacionamentos, parece complicado mas não é. Rivais tem a melhor edição de um filme que vi em 2024, sua linha do tempo vai e volta, ele é montado como se estivéssemos assistindo uma partida de tênis. E a trilha sonora também é uma das melhores, o esnobe que mais doeu nesse ano. O filme está disponível no Prime video. Leia Também Aurora (2025), de João Vieira Torres Críticas Aurora (2025), de João Vieira Torres Um filme-ensaio que… Leia mais 21/06/2025 Fudêncio e seus amigos (2005-2011) Críticas Fudêncio e seus amigos (2005-2011) Tipo o south park,… Leia mais 20/06/2025 Viajo porque preciso, volto porque te amo (2009) Críticas Viajo porque preciso, volto porque te amo (2009) Um… Leia mais 04/06/2025 O céu de Suely (2006) Críticas O céu de Suely (2006) Parece um conto de… Leia mais 27/05/2025 (500) dias com ela (2009) Críticas (500) dias com ela (2009) Um filme problemático e… Leia mais 21/05/2025 Carregar mais O Projeto A Sala afirma que todos os textos do site são de responsabilidade do próprio autor.
Attenberg

Críticas Attenberg (2010) Dirigido por uma mulher, esse filme é o puro suco da estranha onda grega. Sem spoiler Por Ricardo Rodrigues Attenberg (2010) imagem do google Attenberg é um filme que é pouco comentado, mas que de fato merece atenção. Boa parte disso se deve ao fato das pessoas não saberem ao certo o gênero “estranha onda grega” e tampouco sobre a diretora do longa, a Athina Rachel Tsangari. Muitas pessoas acreditam que Attenberg é de Yorgos, mas na verdade ele apenas faz uma atuação no longa. Se você não faz a menor ideia do que seja a estranha onda grega, vou tentar explicar brevemente: trata-se de um gênero contemporâneo de cinema oriundo na Grécia após a crise que o país enfrentou a partir dos anos 2000. Em suma, os filmes abordam famílias desfuncionais, crises psicólogas, estranhamento, aversão aos padrões da sociedade, exploração de novas vivências (ênfase sexual) entre outros. De fato, não é todo mundo que gosta desse gênero, mas vale a pena conhecer. Em Attenberg conhecemos Marina (interpretada por Ariane Labed), uma mulher que mora e cuida do pai extremamente doente em uma cidade industrial. Devido a essas condições, ela fica reclusa ou seja, não socializa com as outras pessoas (exceto com a amiga Bella). Marina então fica a mercê de almejar as descobertas da vida e cuidar do pai doente, e a amiga Bella (Evangelia Randou) ajuda nesse processo com a prática de beijos (cena presente no início do filme e trailer inclusive). Attenberg trata-se de um filme de descobertas e conflitos, uma pessoa que não tem contato com a sociedade, não possui um discernimento do que seria socialmente aceito e tampouco de atitudes polidas. Attenberg subverte isso de maneira provocadora e de certa forma cômica também (o humor é causado pela estranheza no caso). Com uma premissa relativamente simples, a trama se desenvolve para algo mais complexo do que estamos assistindo, que exige do espectador um exercício de empatia e ao mesmo tempo de desconstrução interna do que seria estranho e comum. De fato é uma pena que esse filme não seja tão conhecido, creio que pelo próprio fato do filme ser dirigido por uma mulher (os homens levam os créditos facilmente em um mundo patriarcal) e também por ser feito em 2010, e ser feito na Grécia (o cinema grego não é tão conhecido pela massa, é mais o cinema norte americano mesmo). Em suma, é um filme que não irá agradar a todos porque possui um ritmo lento mas com excelentes atuações e uma fotografia belíssima, mas vale a pena assistir como próprio exercício de desconstrução de pensamento. Mulheres diretoras sempre abordam sexualidade, conflitos e papéis sociais de gênero de uma maneira bem diferente dos homens, por causa disso que sim, eu indico você assistir Attenberg. O longa possui nota 6,2 de 10 no IMBD (considerado na média) mas se eu pudesse avaliar em uma nota de zero a cinco eu daria 3. Leia Também Aurora (2025), de João Vieira Torres Críticas Aurora (2025), de João Vieira Torres Um filme-ensaio que… Leia mais 21/06/2025 Fudêncio e seus amigos (2005-2011) Críticas Fudêncio e seus amigos (2005-2011) Tipo o south park,… Leia mais 20/06/2025 Viajo porque preciso, volto porque te amo (2009) Críticas Viajo porque preciso, volto porque te amo (2009) Um… Leia mais 04/06/2025 O céu de Suely (2006) Críticas O céu de Suely (2006) Parece um conto de… Leia mais 27/05/2025 (500) dias com ela (2009) Críticas (500) dias com ela (2009) Um filme problemático e… Leia mais 21/05/2025 Carregar mais O Projeto A Sala afirma que todos os textos do site são de responsabilidade do próprio autor.
Fernanda Montenegro e Fernanda Torres: Um Legado de Talento e Conexão Familiar

Críticas Fernanda Montenegro e Fernanda Torres Um Legado de Talento e Conexão Familiar Por Danielle Delaneli Créditos: Folha UOL Fernanda Montenegro e Fernanda Torres são duas grandes figuras do teatro e do cinema brasileiro. Ambas têm umacarreira impressionante e são muito respeitadas na indústria cultural. Fernanda Montenegro é uma atriz consagrada, nascida em 1929. Ela é conhecida por seu trabalho em filmes como"Central do Brasil", que lhe rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz. Além do cinema, Montenegrotambém tem uma longa trajetória no teatro e na televisão, sendo um ícone da dramaturgia brasileira. Seu talento eversatilidade a tornaram um símbolo da arte no Brasil, e ela é admirada por sua capacidade de interpretarpersonagens complexos e emocionantes. Fernanda Torres, filha de Fernanda Montenegro, também é uma atriz talentosa, nascida em 1965. Ela se destacoutanto no cinema quanto na televisão, participando de várias produções de sucesso. Torres é conhecida por seutrabalho em filmes como "O Que É Isso, Companheiro?" e pela série de TV "Os Normais". Além de atuar, elatambém é escritora e já publicou livros que receberam elogios da crítica. As duas Fernandas compartilham não apenas o talento para a atuação, mas também um forte vínculo familiar, o queas torna ainda mais especiais no cenário cultural brasileiro. É bonito ver como a arte pode transcender gerações! Em tempos de isolamento social, muitas produções cinematográficas e televisivas enfrentaram desafios semprecedentes. No entanto, a série da Globo, "Amores Possíveis", encontrou uma oportunidade única ao reunirFernanda Montenegro e Fernanda Torres, mãe e filha, para gravar um episódio enquanto estavam em quarentenajuntas. Essa colaboração não só destaca a resiliência da arte em tempos difíceis, mas também a profundaconexão entre essas duas grandes figuras do teatro e do cinema brasileiro. A Trama de "Amores Possíveis”O episódio gravado durante a quarentena apresenta uma narrativa emocionante: uma mãe tenta esconder dafilha que a pandemia acabou, refletindo sobre os laços que se fortaleceram durante o isolamento. Dirigido porAndrucha Waddington, marido de Torres, o projeto envolveu toda a família na produção, incluindo filhos,sobrinhos e enteados do casal. A única contribuição externa foi de João Faissal, responsável pela fotografia eque passou por rigorosos testes de COVID-19 antes de se juntar à equipe. Fernanda Torres expressou suaemoção ao filmar com a família, ressaltando que essa experiência deixará saudades. Uma História de Parcerias Essa não é a primeira vez que as duas atuam lado a lado. Desde os anos 1980, Montenegro e Torres têmcolaborado em diversas produções, incluindo novelas como "Casa de Areia" (2005) e "As Filhas da Mãe" (2001).A trajetória delas é marcada por um forte vínculo tanto pessoal quanto profissional, que se reflete em suasatuações. Recentemente, ambas brilharam no filme "Ainda Estou Aqui", dirigido por Walter Salles e que representa o Brasil na corrida pelo Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Neste longa-metragem baseado na obrade Marcello Rubens Paiva, Torres interpreta Eunice Paiva, que assume o controle da situação após odesaparecimento do patriarca da família durante a ditadura militar. O filme já se tornou um sucesso de bilheteirano Brasil e coloca Fernanda Torres na rota para uma possível indicação ao Oscar, assim como sua mãe foiindicada em 1999 por "Central do Brasil". Uma Riqueza Cultural O legado que as duas Fernandas construíram ao longo dos anos é inestimável. Desde "Baila Comigo", ondeambas atuaram juntas pela primeira vez em 1981, até projetos mais recentes como "Fogo e Paixão", elas têmsido referências no teatro, cinema e televisão brasileiros. A relação entre Fernanda Montenegro e FernandaTorres transcende as telas; é uma celebração do amor familiar e da arte. Ao unir suas forças criativas novamenteem "Amores Possíveis", elas reafirmam o poder da colaboração artística em tempos desafiadores. Com umacarreira repleta de sucessos e uma conexão familiar inquebrável, essas duas talentosas atrizes continuam ainspirar novas gerações no Brasil e além. O futuro promete mais encontros emocionantes entre mãe e filha,sempre trazendo à tona histórias que tocam o coração do público. A Herança do Talento: Fernanda Montenegro e Fernanda Torres no Cinema As talentosas atrizes Fernanda Montenegro e Fernanda Torres, mãe e filha, estão novamente em destaque noscinemas com o lançamento de "Ainda estou aqui", o mais recente filme do renomado diretor Walter Salles. Aliás,já compartilharam créditos em peças, novelas e filmes ao longo de suas carreiras. A relação entre as duas atrizesvai além do laço familiar; é uma ode ao talento que parece ser hereditário. Salles, que já trabalhou comMontenegro em "Central do Brasil" (1998) e com Torres em "Terra Estrangeira" (1995), traz à tela a profundidadeemocional que caracteriza suas obras. Para celebrar este novo lançamento e o aniversário de FernandaMontenegro, Vamos relembrar algumas das produções cinematográficas em que mãe e filha atuaram juntas: 1. Fogo e Paixão (1989): Esta comédia de baixo orçamento, dirigida por Isay Weinfeld e Márcio Kogan,apresenta participações especiais de ambas as atrizes. Enquanto Fernanda Montenegro interpreta umarainha, Fernanda Torres faz uma breve aparição como uma mulher comendo maçã. 2. O Que É Isso, Companheiro? (1997): Neste drama indicado ao Oscar de melhor filme internacional, dirigidopor Bruno Barreto, Torres brilha no papel da guerrilheira Maria, enquanto sua mãe vive a esposa de ummilitar. 3. Traição (1998): Inspirado nas crônicas de Nelson Rodrigues, este filme não só reúne mãe e filha comotambém conta com a co-direção de Cláudio Torres. Aqui, Fernanda Torres assume múltiplos papéis nascrônicas, enquanto Fernanda Montenegro faz uma participação especial. 4. Gêmeas (1999): Com direção de Andrucha Waddington, "Gêmeas" apresenta a colaboração entre FernandaTorres e seu marido, com a participação de Montenegro como a mãe das personagens interpretadas porTorres.5. Redentor (2004): Neste filme dirigido por Cláudio Torres, as duas atrizes dividem o papel da Dona Isaura emdiferentes momentos de sua vida, trazendo uma nova dimensão à personagem. 6. Casa de Areia (2005): Em outra colaboração com Andrucha Waddington, ambas aparecem na tela comomãe e filha, reforçando sua química natural. 7. Ainda Estou Aqui (2024): No mais recente projeto, elas compartilham o papel de Eunice Paiva. Este dramaconquistou prêmios no Festival de Veneza e promete emocionar o público com a atuação conjunta dessasduas gigantes do cinema brasileiro. A trajetória dessas
Os Subgêneros do Terror no Cinema

Críticas Os Subgêneros do Terror no Cinema Por Sara Freitas O terror no cinema é um gênero vasto e cheio de nuances, que consegue explorar os mais variados medos humanos. Dentro dessa categoria, existem subgêneros que atendem a diferentes tipos de público, desde os fãs de sustos psicológicos até os que preferem cenas sangrentas e gráficos perturbadores. Terror Psicológico Focado mais na tensão mental do que em sustos explícitos, esse subgênero aborda os medos mais profundos da psique humana. Exemplos notáveis incluem O Iluminado (1980) e Corra! (2017), que combinam suspense com críticas sociais e/ou conflitos internos. Sobrenatural Quem nunca levou um susto com espíritos, demônios ou possessões? Esse subgênero faz uso de forças paranormais, espíritos ou demônios como seu foco principal. Filmes como Invocação do Mal (2013) e O Exorcista (1973) exploram o desconhecido e as forças além da compreensão humana. Slasher Muito sangue, perseguições e um assassino que parece nunca morrer. Um dos subgêneros mais populares, especialmente nos anos 1980, o slasher se caracteriza por assassinos implacáveis perseguindo vítimas em cenários isolados. Filmes como Halloween (1978) e Sexta-Feira 13 (1980) são exemplos clássicos. Gore (ou Splatter) Marcado pelo uso gráfico de violência e sangue, esse subgênero provoca choque e repulsa. Um dos melhores exemplos desse subgênero é a franquia Jogos Mortais (2004) que fornece catarse para o espectador de certa forma, ao explicar o motivo de tanta brutalidade no final de seus filmes. Found Footage Filmes que simulam gravações encontradas, trazendo uma sensação de realismo ao terror. A Bruxa de Blair (1999) e Atividade Paranormal (2007) ajudaram a popularizar esse estilo. Body Horror Um dos subgêneros mais perturbadores, o body horror lida com transformações grotescas do corpo humano, mutilações e doenças que desafiam a lógica natural. Obras como A Mosca (1986), de David Cronenberg, e Possessor (2020) e Hostel (2004) exploram o medo visceral de perder o controle sobre o próprio corpo, criando um impacto tanto visual quanto psicológico. Além disso, o subgênero tem sofrido alterações de acordo com as mudanças socioculturais do mundo, passando a representar a dismorfia corporal na qual a maioria da população sofre atualmente, sendo um dos maiores exemplos é o filme nominado ao Oscar, A Substância (2024) com Demi Moore e Margaret Qualley. Folk Horror O Folk Horror explora o medo enraizado em tradições, rituais e mitologias locais, muitas vezes ambientado em áreas rurais ou isoladas. Esse subgênero cria um contraste entre o desconhecido e as práticas arcaicas, colocando os personagens diante de costumes que desafiam a lógica moderna. Exemplos clássicos incluem O Homem de Palha (1973) e, mais recentemente, Midsommar (2019). O Folk lida com o confronto entre o passado e o presente, provocando inquietação ao explorar até onde as crenças coletivas podem ir. Esse subgênero vem ganhando força nos últimos anos por sua capacidade de misturar críticas sociais com atmosferas opressivas. É especialmente eficaz em trabalhar com o medo do isolamento e do diferente, criando narrativas tanto assustadoras quanto fascinantes, principalmente lidando com as mudanças políticas drásticas e extremas que a camada conservadora tem sujeitado a sociedade, levando a população a acreditar que tais comportamentos arcaicos possam voltar. Na próxima semana iremos abordar com profundidade no Projeto a Sala, o título de garota final, o título “a virgem”, e por fim o terror moderno. Até lá folks ! Leia Também Aurora (2025), de João Vieira Torres Críticas Aurora (2025), de João Vieira Torres Um filme-ensaio que… Leia mais 21/06/2025 Fudêncio e seus amigos (2005-2011) Críticas Fudêncio e seus amigos (2005-2011) Tipo o south park,… Leia mais 20/06/2025 Viajo porque preciso, volto porque te amo (2009) Críticas Viajo porque preciso, volto porque te amo (2009) Um… Leia mais 04/06/2025 O céu de Suely (2006) Críticas O céu de Suely (2006) Parece um conto de… Leia mais 27/05/2025 (500) dias com ela (2009) Críticas (500) dias com ela (2009) Um filme problemático e… Leia mais 21/05/2025 Carregar mais O Projeto A Sala afirma que todos os textos do site são de responsabilidade do próprio autor.
Vencedores do Oscar 2000-24

Revista Digital Vencedores do Oscar (2000-2024) Créditos da imagem: vídeo pérola Aproveitando o assunto do momento, relembramos aqui os vencedores do Oscar nas categorias Melhor Ator, Melhor Atriz e Melhor Diretor de cada ano, de 2000 a 2024. Esses nomes marcaram história na indústria cinematográfica, trazendo performances memoráveis e direções inovadoras que moldaram o cinema contemporâneo. Vamos relembrar alguns destaques que emocionaram o público e a crítica ao longo dessas décadas. 2000 Melhor Filme: Gladiador (Gladiator) Melhor Ator: Russell Crowe (Gladiador) Melhor Atriz: Julia Roberts (Erin Brockovich: Uma Mulher de Talento) Melhor Diretor: Steven Soderbergh (Traffic) 2001 Melhor Filme: Uma Mente Brilhante (A Beautiful Mind) Melhor Ator: Denzel Washington (Dia de Treinamento) Melhor Atriz: Halle Berry (A Última Ceia) Melhor Diretor: Ron Howard (Uma Mente Brilhante) 2002 Melhor Filme: Chicago Melhor Ator: Adrien Brody (O Pianista) Melhor Atriz: Nicole Kidman (As Horas) Melhor Diretor: Roman Polanski (O Pianista) 2003 Melhor Filme: O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei (The Lord of the Rings: The Return of the King) Melhor Ator: Sean Penn (Sobre Meninos e Lobos) Melhor Atriz: Charlize Theron (Monster: Desejo Assassino) Melhor Diretor: Peter Jackson (O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei) 2004 Melhor Filme: Menina de Ouro (Million Dollar Baby) Melhor Ator: Jamie Foxx (Ray) Melhor Atriz: Hilary Swank (Menina de Ouro) Melhor Diretor: Clint Eastwood (Menina de Ouro) 2005 Melhor Filme: Crash – No Limite (Crash) Melhor Ator: Philip Seymour Hoffman (Capote) Melhor Atriz: Reese Witherspoon (Johnny & June) Melhor Diretor: Ang Lee (O Segredo de Brokeback Mountain) 2006 Melhor Filme: Os Infiltrados (The Departed) Melhor Ator: Forest Whitaker (O Último Rei da Escócia) Melhor Atriz: Helen Mirren (A Rainha) Melhor Diretor: Martin Scorsese (Os Infiltrados) 2007 Melhor Filme: Onde os Fracos Não Têm Vez (No Country for Old Men) Melhor Ator: Daniel Day-Lewis (Sangue Negro) Melhor Atriz: Marion Cotillard (Piaf: Um Hino ao Amor) Melhor Diretor: Joel e Ethan Coen (Onde os Fracos Não Têm Vez) 2008 Melhor Filme: Quem Quer Ser um Milionário? (Slumdog Millionaire) Melhor Ator: Sean Penn (Milk: A Voz da Igualdade) Melhor Atriz: Kate Winslet (O Leitor) Melhor Diretor: Danny Boyle (Quem Quer Ser um Milionário?) 2009 Melhor Filme: Guerra ao Terror (The Hurt Locker) Melhor Ator: Jeff Bridges (Coração Louco) Melhor Atriz: Sandra Bullock (Um Sonho Possível) Melhor Diretor: Kathryn Bigelow (Guerra ao Terror) 2010 Melhor Filme: O Discurso do Rei (The King’s Speech) Melhor Ator: Colin Firth (O Discurso do Rei) Melhor Atriz: Natalie Portman (Cisne Negro) Melhor Diretor: Tom Hooper (O Discurso do Rei) 2011 Melhor Filme: O Artista (The Artist) Melhor Ator: Jean Dujardin (O Artista) Melhor Atriz: Meryl Streep (A Dama de Ferro) Melhor Diretor: Michel Hazanavicius (O Artista) 2012 Melhor Filme: Argo Melhor Ator: Daniel Day-Lewis (Lincoln) Melhor Atriz: Jennifer Lawrence (O Lado Bom da Vida) Melhor Diretor: Ang Lee (As Aventuras de Pi) 2013 Melhor Filme: 12 Anos de Escravidão (12 Years a Slave) Melhor Ator: Matthew McConaughey (Clube de Compras Dallas) Melhor Atriz: Cate Blanchett (Blue Jasmine) Melhor Diretor: Alfonso Cuarón (Gravidade) 2014 Melhor Filme: Birdman Melhor Ator: Eddie Redmayne (A Teoria de Tudo) Melhor Atriz: Julianne Moore (Para Sempre Alice) Melhor Diretor: Alejandro G. Iñárritu (Birdman) 2015 Melhor Filme: Spotlight: Segredos Revelados (Spotlight) Melhor Ator: Leonardo DiCaprio (O Regresso) Melhor Atriz: Brie Larson (O Quarto de Jack) Melhor Diretor: Alejandro G. Iñárritu (O Regresso) 2016 Melhor Filme: Moonlight: Sob a Luz do Luar (Moonlight) Melhor Ator: Casey Affleck (Manchester à Beira-Mar) Melhor Atriz: Emma Stone (La La Land: Cantando Estações) Melhor Diretor: Damien Chazelle (La La Land) 2017 Melhor Filme: A Forma da Água (The Shape of Water) Melhor Ator: Gary Oldman (O Destino de uma Nação) Melhor Atriz: Frances McDormand (Três Anúncios para um Crime) Melhor Diretor: Guillermo del Toro (A Forma da Água) 2018 Melhor Filme: Green Book: O Guia (Green Book) Melhor Ator: Rami Malek (Bohemian Rhapsody) Melhor Atriz: Olivia Colman (A Favorita) Melhor Diretor: Alfonso Cuarón (Roma) 2019 Melhor Filme: Parasita (Parasite) Melhor Ator: Joaquin Phoenix (Coringa) Melhor Atriz: Renée Zellweger (Judy: Muito Além do Arco-Íris) Melhor Diretor: Bong Joon-ho (Parasita) 2020 Melhor Filme: Nomadland Melhor Ator: Anthony Hopkins (Meu Pai) Melhor Atriz: Frances McDormand (Nomadland) Melhor Diretor: Chloé Zhao (Nomadland) 2021 Melhor Filme: No Ritmo do Coração (CODA) Melhor Ator: Will Smith (King Richard: Criando Campeãs) Melhor Atriz: Jessica Chastain (Os Olhos de Tammy Faye) Melhor Diretor: Jane Campion (Ataque dos Cães) 2022 Melhor Filme: Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo (Everything Everywhere All at Once) Melhor Ator: Brendan Fraser (A Baleia) Melhor Atriz: Michelle Yeoh (Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo) Melhor Diretor: Daniel Kwan e Daniel Scheinert (Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo) 2023 Melhor Filme: Os Banshees de Inisherin (The Banshees of Inisherin) Melhor Ator: Austin Butler (Elvis) Melhor Atriz: Cate Blanchett (Tár) Melhor Diretor: Martin McDonagh (Os Banshees de Inisherin) 2024 Melhor Filme: Oppenheimer Melhor Ator: Cillian Murphy (Oppenheimer) Melhor Atriz: Emma Stone (Pobres Criaturas) Melhor Diretor: Christopher Nolan (Oppenheimer) Essa lista celebra as maiores conquistas do cinema em termos de direção, atuação e narrativa, funcionando como um verdadeiro retrato das transformações e inovações que moldaram a indústria cinematográfica ao longo dos anos. Vale lembrar que, assim como a talentosa Fernanda Torres, já indicada e agora cotada para a premiação de 2025, só o fato de ser mencionada entre os melhores é uma vitória digna de tapete vermelho e muito champanhe. Afinal, um troféu dourado é ótimo, mas estar na conversa já é um espetáculo à parte. A cerimônia, no fim das contas, é mais do que a entrega de estatuetas; é uma celebração da magia do cinema e um motivo para vestir smokings, brilhar em vestidos impossíveis de andar e fingir que os discursos improvisados não foram ensaiados por meses. Agora, só nos resta cruzar os dedos (e talvez os fios de câmera) para que possamos atualizar essa lista com os nossos queridinhos brasileiros brilhando em 2025, como mais um integrante dos vencedores do Oscar. Leia Também Fudêncio e seus amigos (2005-2011) Críticas Fudêncio e seus
Indicados ao Oscar

Notícias Indicados ao Oscar 2025 Veja os todos os indicados e as categorias que o Brasil concorre A 97º edição do Oscar, da academia de Hollywood divulga nesta quinta-feira, dia 23/01, às 10h, a lista dos indicados ao prêmio em comunicado oficial. Este ano a cerimônia de premiação acontecerá no dia 2 de março, no domingo de carnaval. O Brasil faz um marco histórico ao ser indicado na categoria de melhor filme, melhor filme internacional e melhor atriz. Confira: Melhor filme Conclave Emilia Pérez O Brutalista Anora Um Completo Desconhecido Wicked Duna: Parte Dois A Substância Nickel Boys Ainda Estou Aqui Melhor filme internacional Ainda Estou Aqui (Brasil) A Menina com a Agulha (Dinamarca) Emilia Pérez (França) A Semente do Fruto Sagrado (Alemanha) Flow (Letônia) Melhor diretor Brady Corbet, de O Brutalista Jacques Audiard, de Emilia Pérez Sean Baker, de Anora James Mangold, de Um Completo Desconhecido Coralie Fargeat, de A Substância Melhor ator Adrien Brody, por O Brutalista Timothée Chalamet, por Um Completo Desconhecido Colman Domingo, por Sing Sing Ralph Fiennes, por Conclave Sebastian Stan, por O Aprendiz Melhor atriz Cynthia Erivo, por Wicked Karla Sofia Gascón, por Emilia Pérez Mikey Madison, por Anora Demi Moore, por A Substância Fernanda Torres, por Ainda Estou Aqui Melhor filme de animação O Robô Selvagem Flow Divertida Mente 2 Wallace & Gromit: Avengança Memórias de um Caracol Melhor ator coadjuvante Kieran Culkin, por A Verdadeira Dor Yura Borisov, por Anora Guy Pearce, por O Brutalista Edward Norton, por Um Completo Desconhecido Jeremy Strong, por O Aprendiz Melhor atriz coadjuvante Zoe Saldaña, por Emilia Pérez Ariana Grande, por Wicked Isabella Rossellini, por Conclave Felicity Jones, por O Brutalista Monica Barbaro, Um Completo Desconhecido Melhor roteiro original Anora O Brutalista A Verdadeira Dor A Substância Setembro 5 Melhor roteiro adaptado Um Completo Desconhecido Conclave Emilia Pérez Nickel Boys Sing Sing Melhor trilha sonora original O Brutalista Conclave Emilia Pérez Wicked O Robô Selvagem Melhor canção original El Mal, de Emilia Pérez Mi Camino, de Emilia Pérez The Journey, de Batalhão 6888 Like A Bird, de Sing Sing Never Too Late, de Elton John: Nunca É Tarde Demais Melhor figurino Wicked Nosferatu Um Completo Desconhecido Conclave Gladiador II Design de produção Wicked O Brutalista Duna: Parte Dois Conclave Nosferatu Melhor montagem Conclave Emilia Pérez Anora Wicked O Brutalista Melhor curta Anuja A Lien The Last Ranger The Man Who Could Not Remain Silent I’m Not a Robot Curta de animação Beautiful Men In the Shadow of the Cypress Magic Candies Wander to Wonder Yuck! Leia Também Orfeu Negro Orfeu Negro: Entre a Beleza do Carnaval e as Sombras… Leia mais 03/03/2025 O Palhaço O Palhaço Por Danielle Delaneli “O Palhaço”, dirigido por Selton… Leia mais 01/03/2025 Um Filme de Cinema (2017) Um filme de cinema (2017) Crianças sendo crianças… Sem spoiler… Leia mais 25/02/2025 Cinema Paradiso Cinema Paradiso: Uma Ode à Magia do Cinema e à… Leia mais 19/02/2025 Cinderela Baiana (1998) Cinderela Baiana (1998) Um clássico do cinema brasileiro? Por Ricardo… Leia mais 18/02/2025 Carregar mais
Chaves

Críticas Especial: Chaves (1973-1992) Sobre chaves só existem 3 tipos de opções: amar, odiar ou quem não assistiu ainda. Com um pouco de spoiler Por Ricardo Rodrigues Chaves é um seriado que foi exibido no México no ano de 1973 e durou até 1992. Aqui no Brasil, estreou em 1984 teve muitas idas e vindas e atualmente (2025) compõe a grade do canal SBT.Basicamente, acompanhamos a vida do garoto órfão apelidado de “Chaves” – ninguém sabe ao certo o nome dele. Por se tratar de uma criança, existe muita inocência, brincadeiras e respostas afiadas… Com um núcleo vasto, repleto de personagens com personalidades distintas, acabam criando fluidez na temporada. Porque as pessoas gostam tanto de Chaves? (Vou listar algumas razões para responder esse questionamento) No espaço tempo, fazia sentido Quero dizer, anos 90 foram caóticos para a televisão brasileira (banheira do Gugu é um bom exemplo disso) e os anos 70/80 eram tão caóticos ou até mais. A maioria das pessoas não tinham o senso crítico que se tem hoje, muita coisa passava despercebido como “humor disfarçado”. Atuações boas Mesmo se tratando de adultos caracterizados de crianças, as atuações eram boas e fluidas, principalmente o personagem “seu madrugada” que parece ser um brasileiro na meia idade. Baixo orçamento com resultado satisfatório A maioria dos episódios de Chaves ocorrem em um cenário ou dois no máximo, mesmo a locação e cenografia limitada não impede que o episódio seja ruim, garante um ar verossímil principalmente porque representa muitas casas de famílias brasileiras naquele período. Roteiro intrigante As piadas, atuações e improvisos eram certeiros. Em algumas cenas era possível notar inclusive a própria equipe rindo (mesmo usando background de risadas, conseguimos notar risos reais dos bastidores) e as situações eram cômicas que de fato os atores “se arriscavam” muito, um clássico exemplo é os famigerados tapas que a dona Florinda dava principalmente no seu madruga. Mensagens de vida? Se engana quem acha que chaves “não tem nada a ensinar”, por se tratar de uma série dos anos 70/80 existia sim uma preocupação com “lições de moral”. E existem vários momentos da série que são comoventes. E quem não gosta, o que tem a dizer?São algumas razões, todas o oposto das mencionadas acima: Adultos interpretando crianças? A caracterização fica grotesca principalmente ao passar dos anos, na década de 90 (que não chegou a ser exibido aqui no Brasil pelo SBT) notamos isso com força. O corpo muda e o tempo passa, ficando realmente esquisito os adultos interpretarem personagens infantis. Politicamente incorreto? Tem alguns episódios que fazem “piada” com homofobia, dando a entender que ser gay fosse a coisa mais absurda do mundo. Outra questão problemática também é o personagem “seu barriga” que devido ao nome e seu porte físico, sofre gordofobia constantemente por todos os personagens, entre outras coisas que obviamente não cabem aos dias atuais. Roteiro preguiçoso Vários episódios são readaptados, ou seja, contados de uma maneira diferente, alterando pouca coisa do roteiro e várias piadas do roteiro também não fazem sentido, ficando algo desconexo. Figurino limitado Praticamente em todas as temporadas, o figurino dos personagens não muda, exceto um detalhe ou outro. A impressão que causa ao expectador é que os personagens não tomam banho. Violência excessiva? Principalmente no primeiro ano, os episódios eram caóticos do tipo “tiro porrada e bomba” (mas sem tiros e bombas). Todos apanhavam e era “bem explícito”, ou seja, não era algo muito agradável de se ver. As ofensas iam além da agressão física, iam para a violência verbal também (ofensas, mas sem falar palavra de baixo calão). Análise rápida dos principais personagens: Seu Madruga Pai solo (viúvo) de uma menina, faz alguns bicos mas não tem emprego fixo e não consegue pagar o aluguel. Chiquinha Filha do Seu Madruga, esperta e sempre com a língua afiada mas respostas. Chaves Órfão, mora em um barril e vive se metendo em confusões diversas. Quico Filho único muito mimado pela mãe. Dona Florinda Viúva tipicamente classe média no Brasil que tem “aversão” a pobre (se acha rica mas não é). Professor Girafales Típico homem “bom e sério”, na verdade paquera a mãe do aluno e é arrogante, se acha melhor que os outros. Seu Barriga Dono da vila, cobra aluguel das pessoas e sempre acaba apanhando “sem querer” do chaves. Dona Clotilde Uma mulher que nunca se casou, tem um crush no seu madrugada mas nunca é correspondida. Conclusão do autor: Por mais que seja algo nostálgico, não é a minha primeira opção de assistir. Acredito que acabou envelhecendo demais e não vejo graça (ainda mais com o senso crítico que tenho hoje, não consigo “dar risada” das situações mostradas), mas, para quem quiser assistir ou tiver curiosidade é possível pelo aplicativo SBT+ (gratuito no Google play) e também no YouTube encontra alguns episódios disponíveis. Se você é fã de Chaves, tem um canal no YouTube que recomendo, chamado “vila do chaves”. O apresentador (Renan Garcia) faz vídeos bem explicativos sobre curiosidades diversas e informações sobre o seriado. Os vídeos são bons e apresentam roteiro e pesquisa de qualidade. 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Tributo a David Lynch

David Lynch, que infelizmente faleceu aos 78 anos de Enfisema Pulmonar, foi um dos diretores americanos mais instigantes e surrealistas do cinema americano. Tem alguns filmes difíceis e outros brilhantes. Nascido em Montana em 1946 e falecido em 16 de janeiro de 2025, fez muita coisa boa. O primeiro filme feito por ele, que aliás, é um filme de difícil digestão, é Eraserhead