Cinderela Baiana (1998)

Críticas Cinderela Baiana (1998) Um clássico do cinema brasileiro? Por Ricardo Rodrigues Já que está todo mundo falando de Emília Perez, decidi falar sobre o filme da Carla Perez (a “loira do tchan”) que fez um certo sucesso nos anos 90 e início dos anos 2000. Apesar de ser realizado com baixo orçamento, ter atuações extremamente caricatas e engessadas, um roteiro pobre em diálogos, esse filme tem um lugar especial em trazer a primeira atuação da carreira de Lázaro Ramos (que hoje é considerado um dos grandes atores do Brasil). A premissa é bem simples, focada na história da Carla Perez que é tratada como um conto de fadas, semelhante a história da cinderela… Carla teve umainfância sofrida com a família no interior, mas conseguiu prosperar (tal qual cinderela) mas passou por várias dificuldades até alcançar o sucesso, no entanto, o filme foca mais em promover a “loira do tchan” do que em mensagens profundas e o tom dramático. Sem querer dar spoilers, esse filme é uma mescla de influências cômicas principalmente dos “trapalhões” (programa clássico de comédia no Brasil).Mesmo as cenas que se propõe em ser mais dramática, são tão absurdas que chegam a ser cômicas… O fato de Carla estar sempre dançando a todomomento, enfatiza isso (deixando um ar de estranheza ao espectador). Por mais incrível que pareça, cinderela baiana é um filme que de fato foi realizadono Brasil, por um diretor brasileiro, com atores brasileiros (diferente de Emília Perez, onde o diretor é Francês realizando um filme mexicano sem nenhumator mexicano no elenco). O longa possui uma hora de vinte cinco minutos, mas a história é arrastada (o filme parece ter mais tempo que isso). A maioria das cenas são de dança –focada na Carla Perez e com uma sonoridade péssima (ressalto novamente que o filme foi realizado com baixo orçamento. Uma prova disso é escrever opróprio título errado, “bahiana” aparece com H). Apesar as péssimas atuações, elas nos causam a intenção de verdade… Quero dizer, “o vilão” da história, tem a intenção de vilão – gritando , gesticulando, tal qual nos filmes e programas infantis. A mocinha da história (Carla) é simpática e bondosa, ficamos torcendo para que ela consiga superar os desafios que aparecem (diferente de Emília Perez, que as atuações são engessadas e não passam verdade ao espectador). Os anos 90 e início dos anos 2000 foram praticamente um surto coletivo, quem viveu essa época sabe as coisas absurdas que passavam na televisão aberta (existia internet mas não era tão disseminada como hoje). Portanto, cinderela baiana além de ser nostálgico, é o puro suco dessa época. Se você quiser assistir, o filme está disponível integral no YouTube (com baixa resolução de imagem) mas é melhor do que assistir Emília Perez – um filme de musical com péssimas músicas, espanhol vergonhoso e situações de vergonha alheia. Leia Também Aurora (2025), de João Vieira Torres Críticas Aurora (2025), de João Vieira Torres Um filme-ensaio que… Leia mais 21/06/2025 Fudêncio e seus amigos (2005-2011) Críticas Fudêncio e seus amigos (2005-2011) Tipo o south park,… Leia mais 20/06/2025 Viajo porque preciso, volto porque te amo (2009) Críticas Viajo porque preciso, volto porque te amo (2009) Um… Leia mais 04/06/2025 O céu de Suely (2006) Críticas O céu de Suely (2006) Parece um conto de… Leia mais 27/05/2025 (500) dias com ela (2009) Críticas (500) dias com ela (2009) Um filme problemático e… Leia mais 21/05/2025 Carregar mais O Projeto A Sala afirma que todos os textos do site são de responsabilidade do próprio autor.
Cidade de Deus

Críticas Cidade de Deus: Um Retrato Realista da Vida nas Favelas Cariocas Por Danielle Delaneli Lançado em 2002 e dirigido por Fernando Meirelles e Kátia Lund, “Cidade de Deus” é um filme que permanece relevante e impactante, mesmo mais de duas décadas após seu lançamento. Baseado no livro homônimo de Paulo Lins, o longa-metragem oferece um olhar profundo sobre a vida nas favelas do Rio de Janeiro, especificamente na comunidade que dá nome ao filme. Ao longo de suas mais de duas horas de duração, o filme narra a ascensão do crime organizado na favela, entrelaçando histórias de diversos personagens que lutam para sobreviver em um ambiente marcado pela violência e pela desigualdade social. Narrativa e Estilo VisualUma das características mais marcantes de “Cidade de Deus” é sua narrativa não linear. O filme apresenta eventos fora de ordem cronológica, o que cria um efeito dinâmico e envolvente. Essa estrutura permite que o espectador tenha uma visão ampla do contexto social e histórico da favela, enquanto se aprofunda nas vidas dos personagens. A direção é complementada por uma cinematografia vibrante, que utiliza ângulos inusitados e uma paleta de cores rica para capturar tanto a beleza quanto a brutalidade da comunidade. A escolha do elenco também merece destaque. Os atores, muitos dos quais eram moradores da favela ou tinham experiências semelhantes, trazem uma autenticidade impressionante às suas performances. Alexandre Rodrigues, que interpreta Buscapé, é o protagonista que narra sua própria história, passando por transformações significativas ao longo do filme. Sua jornada é uma representação poderosa da busca por sonhos em meio à desesperança. Temas Centrais“Cidade de Deus” aborda vários temas complexos, incluindo a desigualdade social, a marginalização e a violência sistêmica. O filme não tenta romantizar a vida na favela; em vez disso, ele expõe as duras realidades enfrentadas pelos moradores. A violência é onipresente e retratada de maneira visceral. Cenas impactantes mostram não apenas os efeitos devastadores do tráfico de drogas, mas também as dinâmicas sociais que permitem que esse ciclo continue. Outro aspecto importante é a questão da esperança e da desilusão. Embora muitos personagens busquem uma forma de escapar da vida violenta que os cerca, o filme sugere que essas saídas são frequentemente impossíveis devido às circunstâncias estruturais que os aprisionam. Essa dualidade entre sonho e realidade permeia toda a obra e provoca reflexões profundas sobre as oportunidades limitadas disponíveis para aqueles que vivem em contextos semelhantes. Impacto Cultural e SocialDesde seu lançamento, “Cidade de Deus” provocou discussões significativas sobre a representação das favelas no cinema brasileiro e internacional. O filme ajudou a colocar as questões sociais do Brasil em evidência no cenário global, gerando debates sobre como as mídias retratam comunidades marginalizadas. Embora tenha recebido aclamação crítica e várias indicações a prêmios internacionais, também enfrentou críticas por potencialmente reforçar estereótipos negativos associados aos moradores de favelas. Além disso, “Cidade de Deus” inspirou uma nova onda de cineastas brasileiros a explorar narrativas sociais complexas em seus trabalhos. O impacto do filme é visível em diversas produções subsequentes que buscam contar histórias autênticas sobre a vida nas favelas. A Representação das MulheresUm ponto frequentemente debatido em críticas sobre “Cidade de Deus” é o papel das mulheres na narrativa. Embora o filme seja dominado por personagens masculinos envolvidos no tráfico e na violência, as mulheres também desempenham papéis significativos. Essas mulheres são retratadas como figuras resilientes, muitas vezes lutando contra as adversidades impostas pela sociedade patriarcal e pelas condições sociais desfavoráveis. No entanto, suas histórias poderiam ter sido mais exploradas para dar uma visão mais completa das vidas dentro da favela. Reflexões sobre a Representação e o Legado do FilmeO legado de “Cidade de Deus” vai além de sua narrativa impactante. O filme se tornou um marco na cinematografia brasileira, inspirando uma nova geração de cineastas a explorar temas sociais e culturais com uma abordagem mais realista. A obra também gerou um maior interesse internacional pela produção cinematográfica do Brasil, levando a uma série de colaborações e co-produções que ampliaram a visibilidade do cinema nacional. Além disso, “Cidade de Deus” provocou debates sobre a necessidade de uma representação mais equilibrada e diversificada das comunidades marginalizadas no cinema. Enquanto o filme é amplamente elogiado por sua autenticidade, também é importante reconhecer as críticas que surgiram em relação à forma como as narrativas sobre favelas podem ser simplificadas ou estereotipadas. Essa discussão é vital para garantir que as vozes dos moradores sejam ouvidas e respeitadas na criação de histórias que os envolvem. O Impacto na Música e na Cultura PopA influência de “Cidade de Deus” também se estendeu à música e à cultura pop. A trilha sonora do filme, que mistura ritmos brasileiros como o samba e o funk com elementos do hip-hop, teve um papel crucial na popularização desses gêneros fora do Brasil. Músicas associadas ao filme tornaram-se hinos para muitos jovens que se identificam com as experiências retratadas na tela. Artistas brasileiros, tanto no cinema quanto na música, frequentemente citam “Cidade de Deus” como uma fonte de inspiração em suas obras. O filme não só abriu portas para novos talentos, mas também incentivou uma exploração mais profunda das questões sociais que permeiam a vida nas favelas. Educação e EmpoderamentoOutro aspecto importante do legado de “Cidade de Deus” é seu papel na educação e no empoderamento das comunidades afetadas pela violência. Diversas organizações não governamentais (ONGs) foram criadas após o lançamento do filme, visando oferecer oportunidades educacionais e culturais para jovens em favelas. Essas iniciativas buscam combater o ciclo da pobreza e da criminalidade, proporcionando alternativas viáveis através da arte, da educação e do esporte. Esses programas muitas vezes utilizam o próprio filme como uma ferramenta pedagógica para discutir questões sociais e incentivar os jovens a expressar suas próprias histórias. Ao fazer isso, eles ajudam a construir uma nova narrativa sobre a vida nas favelas, destacando não apenas os desafios, mas também as esperanças e os sonhos dos moradores. Uma Nova Geração de NarrativasNos anos desde o lançamento de “Cidade de Deus”, uma nova onda de filmes e documentários tem surgido com foco nas favelas brasileiras, explorando diferentes aspectos da cultura e da resistência nas comunidades marginalizadas. Essas produções têm contribuído para um diálogo mais amplo sobre as realidades enfrentadas pelos moradores das favelas, enriquecendo ainda mais
Um guia para a maratona do Oscar

Críticas Um guia para a maratona do Oscar Por Larissa Blanco Falta menos de um mês para a cerimônia do Oscar, prêmio esse que é amado e odiado em igual maneira pela comunidade cinéfila. Eu gosto de acompanhar porque acho legal, imagino que seja uma sensação semelhante à de quem acompanha esportes, e diz que “o time não tem mais jeito, todos estão vendidos”, mas acompanha mesmo assim e se diverte quando acerta uma previsão imprevisível. Cada um tem seus hobbies, não é mesmo? Essa temporada tem todo um gostinho especial com “Ainda estou aqui” indicado a três categorias, e com chances reais de levar duas delas. E também está cheia de barraco e confusão, que não é algo inédito, sempre tem algum exagero, mas nunca vi nada no nível do que está acontecendo esse ano. Mas esse não é o assunto agora. Vim trazer para vocês um guia de como e onde assistir os filmes que estão indicados, para facilitar a maratona de vocês. NetflixPode ser o maior dos streamings do momento, e alguns filmes já estão por lá:Wallace e Gromit: Avengança – indicado a animaçãoBatalhão 6888 – indicado a canção original (fiquem de olho porque pode ser o vencedor da categoria!!)The only girl in the orchestra – indicado a documentário de curta metragemUma observação: A Netflix é citada na campanha de Emilia Perez porque é a distribuidora do filme nos EUA. Aqui no Brasil ele tem outra distribuidora, por isso tem um calendário diferente. Prime VideoO streaming é o local para encontrar filmes que estão em aluguel digital. Agora, no catálogo regular, o único filme do Oscar ainda irá chegar, no dia 27 de fevereiro é Nickel Boys, indicado a melhor filme. MaxO streaming do grupo Warner é a casa de Duna parte 2, indicado a melhor filme e algumas (poucas) coisas mais. Disney+Como sempre, a Disney emplaca um indicado a melhor animação, e Divertidamente 2 pode ser assistido na plataforma.Lá também estão dois filmes indicados na categoria de efeitos especiais: Alien Romulus e Planeta dos macacos: o reinado, além do documentário do Elton John (Never too late) que tem uma canção original indicada e Sugarcane, indicado em documentário. MubiO streaming queridinho dos cinéfilos tem dois filmes indicados esse ano:A substância, indicado a melhor filme, direção, roteiro original, atriz e maquiagem.A garota da agulha, indicado a filme internacional. CinemasA maioria dos indicados de maior destaque estão no cinema no momento. Acaba sendo uma estratégia das distribuidoras brasileiras lançá-los nesse momento, para aproveitar o boca a boca e o interesse que a premiação gera. Mas como cada distribuidora funciona de um jeito, nem todos os filmes chegam em todas as cidades do país. Estão em cartaz:Ainda estou aqui, sucesso onde passa, está em cartaz desde novembro e que alegria que é ver a jornada desse filme!Anora, indicado a melhor filme, atriz e outros prêmios. Venceu a Palma de Ouro em Cannes no ano passado.Conclave, indicado a melhor filme, ator, e outros prêmios.A semente do fruto sagrado, indicado a filme internacional, que poderia ter uma narrativa de vencedor se fosse um ano menos movimentado para a categoria.Emilia Perez, o filme mais indicado deste ano e protagonista de todas as polêmicas dessa temporada.A verdadeira dor, o filme favorito a levar ator coadjuvante.Nosferatu, que só está indicado em categorias técnicas mas que é um filmão.Setembro 5, que está indicado a roteiro, mas acho que todo mundo esqueceu que ele existe.Maria, que está indicado a melhor fotografia porque todo mundo ama o trabalho do Edward Lachman.Better man, indicado a efeitos visuais.Sing sing, indicado a melhor ator e canção original, chega aos cinemas dia 13/02O Brutalista, indicado a melhor filme e outros prêmios, chega aos cinemas dia 20/02Flow, a animação da Letônia, feita todo no Blender, indicada a animação e filme internacional, chega aos cinemas dia 20/02.Um completo desconhecido, cinebiografia do Bob Dylan, indicado a melhor filme e outros prêmios, chega ao cinema dia 27/02 Aluguel digitalO grande limbo dos filmes que acabaram de sair do cinema, além de alguns que, por diversos motivos relacionados a sua distribuição e direitos autorais, não chegaram a nenhum catálogo de streaming. Wicked é um caso de filme que saiu há pouco dos cinemas e ainda é muito cedo para estar em algum lugar sem taxa adicional, assim como Robô selvagem e Gladiador 2. Lembram da época que cogitavam que Gladiadois seria indicado a melhor filme? Bons tempos (novembro). O Aprendiz também está nessa situação, filme que surpreendeu com a indicação de melhor ator. Eu não entrei muito em detalhes nos curtas e documentários, porque não acompanho muito essa parte. Mas é interessante notar que, dos longas de ficção, só um ainda não tem data nem distribuição confirmada no Brasil: o maravilhoso “Memoirs of a snail”, stop motion do Adam Elliot, indicado a categoria de animação. Mas se souberem procurar, dá pra achar. E aproveitem que estão nas águas da internet e procurem “Mary e Max” do mesmo diretor e aproveitem a dose dupla de melancolia australiana. Leia Também Aurora (2025), de João Vieira Torres Críticas Aurora (2025), de João Vieira Torres Um filme-ensaio que… Leia mais 21/06/2025 Fudêncio e seus amigos (2005-2011) Críticas Fudêncio e seus amigos (2005-2011) Tipo o south park,… Leia mais 20/06/2025 Viajo porque preciso, volto porque te amo (2009) Críticas Viajo porque preciso, volto porque te amo (2009) Um… Leia mais 04/06/2025 O céu de Suely (2006) Críticas O céu de Suely (2006) Parece um conto de… Leia mais 27/05/2025 (500) dias com ela (2009) Críticas (500) dias com ela (2009) Um filme problemático e… Leia mais 21/05/2025 Carregar mais O Projeto A Sala afirma que todos os textos do site são de responsabilidade do próprio autor.
A Escola no Cinema

Revista Digital A Escola no Cinema A escola no cinema é um dos cenários mais emblemáticos. Desde dramas comoventes até comédias irreverentes e musicais vibrantes, essa etapa da vida nunca foi esquecida, tornando-se um terreno fértil para explorar amizades, desafios, descobertas e crescimento pessoal. O ambiente escolar oferece uma combinação única de tensão, humor e aprendizado que cativa públicos de todas as idades, seja por sua nostalgia ou pelas lições universais que transmite. Filmes sobre a escola têm o poder de nos fazer refletir sobre nossas próprias experiências, celebrar as diferenças e, claro, nos entreter. Abaixo, confira uma seleção de filmes que abordam a vida escolar sob diferentes perspectivas. Dramas Extraordinário (2017) Este emocionante filme conta a história de Auggie, um garoto com uma má-formação facial que enfrenta bullying ao frequentar a escola pela primeira vez. Uma narrativa poderosa sobre aceitação e empatia. O Primeiro da Classe (2008) Baseado em uma história real, o filme acompanha Brad Cohen, um jovem com Síndrome de Tourette que desafia preconceitos para realizar seu sonho de se tornar professor. Entre os Muros da Escola (2008) Vencedor da Palma de Ouro em Cannes, o filme oferece uma visão realista das dinâmicas entre professores e alunos em uma escola na periferia de Paris. Meu Mestre, Minha Vida (1989) Morgan Freeman brilha como o professor Joe Clark, que assume a direção de uma escola problemática e enfrenta desafios para transformá-la. Uma história de liderança e determinação. Clássicos O Clube dos Cinco (1985) Cinco adolescentes de diferentes “tribos” da escola são obrigados a passar um sábado juntos em detenção. O filme explora a profundidade das relações humanas e os estereótipos escolares. Curtindo a Vida Adoidado (1986) Ferris Bueller decide “matar” aula e embarcar em um dia de aventuras com seus amigos, celebrando a irreverência e o espírito juvenil. Grease – Nos Tempos da Brilhantina (1978) Um dos musicais mais icônicos do cinema, Grease mostra o romance entre Sandy e Danny, enquanto eles navegam pelos altos e baixos da vida escolar, embalados por músicas e coreografias inesquecíveis. High School Musical (2006) Uma explosão de música, dança e romance, este filme mostra como dois jovens de mundos diferentes encontram sua paixão pela arte enquanto enfrentam os desafios da vida escolar. As Patricinhas de Beverly Hills (1995) Cher, uma adolescente rica e estilosa, decide transformar uma colega tímida em uma “it girl”. O filme combina humor leve com críticas sociais. Comédias Irresistíveis Escola de Rock (2003) Dewey Finn, um músico fracassado, finge ser professor em uma escola e forma uma banda de rock com seus alunos. Uma comédia que celebra a música e a criatividade. Professora Sem Classe (2011) Cameron Diaz interpreta uma professora desmotivada que transforma sua sala de aula em um cenário de situações absurdamente engraçadas. Legalmente Loira (2001) Elle Woods, inicialmente subestimada, prova que é capaz de muito mais ao entrar na prestigiada faculdade de Direito de Harvard, enfrentando desafios e preconceitos. Apesar de não ter exatamente relação com o ensino médio, acrescentamos na nossa lista de escola no cinema. No Pique de Nova Iorque (2004) As gêmeas Olsen estrelam esta comédia leve sobre as aventuras de duas irmãs com personalidades opostas durante uma viagem a Nova York. Esses filmes capturam a essência da escola como um microcosmo da sociedade, onde lições importantes sobre identidade, amizade, superação e escolhas são aprendidas. A variedade de gêneros – do drama ao musical, da comédia ao romance – garante que sempre haverá algo para todos os gostos. Seja para relembrar momentos nostálgicos ou simplesmente para se divertir, esses filmes são perfeitos para explorar os altos e baixos da vida escolar, sempre com uma boa dose de emoção, humor e inspiração. Leia Também Fudêncio e seus amigos (2005-2011) Críticas Fudêncio e seus amigos (2005-2011) Tipo o south park,… Leia mais 20/06/2025 Viajo porque preciso, volto porque te amo (2009) Críticas Viajo porque preciso, volto porque te amo (2009) Um… Leia mais 04/06/2025 O céu de Suely (2006) Críticas O céu de Suely (2006) Parece um conto de… Leia mais 27/05/2025 (500) dias com ela (2009) Críticas (500) dias com ela (2009) Um filme problemático e… Leia mais 21/05/2025 A Garota Ideal (2007) Críticas A Garota Ideal (2007) Já vi cenas desse filme… Leia mais 06/05/2025 Carregar mais
A garota ideal

Críticas Resenha de “A garota ideal” (2007) E você achando que a primeira vez que o Ryan Gosling se apaixonou por uma boneca foi em “barbie”… Sem spoiler Por Ricardo Rodrigues Já vi cenas desse filme em compilados de memes na internet, principalmente sobre o ator Ryan Gosling mas recentemente me permiti uma chance para assistir, e fui surpreso positivamente… O filme apesar de possuir uma premissa relativamente simples, muda da água para o vinho entre o segundo ato e o clímax. No longa, conhecemos Lars (Ryan Gosling) um homem extremamente tímido que não interage muito socialmente – mas consegue trabalhar e ir a igreja aos domingos. O irmão de Lars – Gus (Paul Schneider) é casado com Karin (Emily Mortimer) que possui um fascínio para a socialização de Lars, praticamente Karin fica forçando a barra para que Lars jante com o irmão, o agarrando e nitidamente deixando em uma situação bem desconfortável. Tudo muda quando o colega de trabalho de Lars – Kurt (Maxwell McCabe-Lokos) mostra um site para comprar bonecas sexuais reais, Lars escolhe a aparência da mulher ideal e isso é o estopim para a narrativa do filme. Acontece que Lars encontrou em Bianca (boneca) uma relação afetuosa que não construiu com nenhuma outra pessoa. O fato de mostrar isso para outras pessoas gera um tom de humor ácido, cenas hilariantes (e desconfortáveis também) e ao mesmo tempo, emotivas… O roteiro de Nancy Oliver toma um rumo completamente inesperado, a ponto do espectador ter empatia por Bianca ao mesmo tempo que acompanhamos a evolução comportamental de Lars, que vai ficando mais sociável a medida que o relacionamento com Bianca avança (aliás, um adentro: em momento algum no filme, mostra uma relação sexual de Lars e Bianca). Inclusive, o casal possui até uma discussão de relacionamento acalorada, e a “morte” de Bianca é emotiva com toda a comunidade e ao mesmo tempo que é um recomeço para Lars. O longa possui 102 minutos, vale muito a pena assistir pois possui um ritmo descontraído e leve – está disponível no prime video e na mubi… se eu pudesse avaliar esse filme, eu daria 4 estrelas de cinco. Leia Também Aurora (2025), de João Vieira Torres Críticas Aurora (2025), de João Vieira Torres Um filme-ensaio que… Leia mais 21/06/2025 Fudêncio e seus amigos (2005-2011) Críticas Fudêncio e seus amigos (2005-2011) Tipo o south park,… Leia mais 20/06/2025 Viajo porque preciso, volto porque te amo (2009) Críticas Viajo porque preciso, volto porque te amo (2009) Um… Leia mais 04/06/2025 O céu de Suely (2006) Críticas O céu de Suely (2006) Parece um conto de… Leia mais 27/05/2025 (500) dias com ela (2009) Críticas (500) dias com ela (2009) Um filme problemático e… Leia mais 21/05/2025 Carregar mais O Projeto A Sala afirma que todos os textos do site são de responsabilidade do próprio autor.
E o vento levou: Resenha

Críticas Resenha de “E o vento levou” Por Danielle Delaneli “E o vento levou” não é apenas um filme; é uma experiência cinematográfica que mergulha o espectador em um mundo repleto de contrastes, emoções e simbolismos. A narrativa, ambientada no sul dos Estados Unidos durante a Guerra Civil e a Reconstrução, é um pano de fundo perfeito para explorar as complexidades da vida de Scarlett O’Hara, uma mulher forte e determinada que luta para se manter à tona em meio ao caos. A paleta de cores desempenha um papel crucial na narrativa visual do filme. O uso do laranja para evocar a guerra não é apenas uma escolha estética; é uma representação visceral do tumulto emocional que Scarlett enfrenta. Este tom quente, associado ao fogo e à destruição, reflete a dor e a angústia que permeiam sua vida. Ao mesmo tempo, o verde do veludo do seu vestido simboliza esperança e renovação, embora contrastado com o ambiente desolado. Essa dualidade nas cores não só ilustra o estado emocional da protagonista, mas também sugere a luta entre a beleza e a devastação que existe na vida. A direção cuidadosa é evidente em cada cena. A famosa sequência em que Scarlett faz seu juramento é um exemplo brilhante dessa maestria. A transição da escuridão para o close emocional serve para amplificar a intensidade daquele momento decisivo. A câmera se torna uma extensão da própria Scarlett, capturando suas emoções mais profundas e permitindo que o público se conecte com sua dor e determinação. O uso do plano detalhe ao pegar algo do chão mostra não apenas um gesto físico, mas também simboliza uma nova resolução — um renascimento em meio à tragédia. Os figurinos também são dignos de nota. O vestido vermelho de Scarlett não é apenas uma peça de vestuário; ele encapsula sua força e resiliência. Quando ela aparece vestida dessa forma, transmite uma imagem poderosa que desafia as normas sociais da época. Essa representação visual se torna um símbolo de sua luta por independência e autoconfiança em um mundo dominado por homens. As escadas são outro elemento significativo no filme. Elas aparecem em momentos cruciais da trajetória de Scarlett, servindo como metáforas visuais para suas ascensões e quedas emocionais. As escadas podem ser vistas como barreiras ou oportunidades —dependendo do contexto — refletindo as complexas escolhas que ela precisa fazer ao longo da história. Cada degrau representa um passo na sua jornada pessoal, seja para cima ou para baixo. Além disso, a trilha sonora complementa perfeitamente os elementos visuais, intensificando as emoções transmitidas nas cenas. As músicas evocativas ajudam a criar uma atmosfera que transporta o espectador para dentro do universo de Scarlett, fazendo com que cada triunfo e cada perda ressoe ainda mais profundamente. Além dos aspectos já mencionados, é importante destacar a complexidade das relações interpessoais em “E o vento levou”. A dinâmica entre Scarlett e Rhett Butler é fascinante e multifacetada. Rhett, interpretado de maneira magistral, é tanto o amante quanto o antagonista de Scarlett. Sua presença na vida dela representa tanto uma fonte de força quanto um desafio constante. A tensão entre eles é palpável, e suas interações são carregadas de um desejo intenso, mas também de frustração e desilusão. Essa dualidade enriquece a narrativa, mostrando que o amor nem sempre é simples ou romântico, mas pode ser tumultuado e cheio de nuances. Outro ponto a ser explorado é a representação da sociedade sulista da época. O filme não apenas retrata a vida de Scarlett em sua busca por sobrevivência, mas também fornece uma visão da cultura e dos valores que permeavam o sul dos Estados Unidos antes e depois da Guerra Civil. A idealização do passado, com seus bailes e tradições, contrasta com a dura realidade da guerra e suas consequências. Essa crítica social se torna um pano de fundo para o desenvolvimento da personagem principal, que precisa se adaptar a um mundo em mudança. Além disso, a questão racial não pode ser ignorada. O filme apresenta uma visão romantizada da escravidão e do sul rural, o que gerou controvérsias ao longo dos anos. Personagens como Mammy e Prissy são essenciais na narrativa, mas suas histórias são frequentemente moldadas pela perspectiva dos brancos. Isso levanta uma discussão importante sobre como as narrativas históricas podem ser distorcidas ou simplificadas, desconsiderando as vozes daqueles que realmente vivenciaram as injustiças. Por fim, a música tema “Tara’s Theme” é uma composição icônica que encapsula a essência do filme. Sua melodia nostálgica evoca sentimentos de saudade e perda, refletindo o anseio de Scarlett por um lar seguro em tempos tumultuados. Essa trilha sonora se torna quase um personagem por si só, guiando os espectadores através das emoções da história e destacando momentos cruciais. “E o vento levou” é uma obra-prima atemporal que combina elementos visuais deslumbrantes com uma narrativa emocionalmente rica. Cada aspecto — desde as cores vibrantes até os figurinos significativos e as escolhas de enquadramento — contribui para a criação de uma experiência cinematográfica inesquecível. É um filme que não só narra a história de Scarlett O’Hara, mas também provoca reflexões sobre amor, perda e a luta pela sobrevivência em tempos difíceis. O Projeto A Sala afirma que todos os textos do site são de responsabilidade do próprio autor.
Vezes que o Oscar foi injusto

Revista Digital Vezes que o Oscar foi injusto O Oscar, apesar de ser a premiação mais prestigiada do cinema, nem sempre reflete unanimemente a opinião do público e da crítica. Ao longo dos anos, algumas vitórias geraram debates e deixaram a sensação de que outros filmes ou artistas mereciam mais reconhecimento. Embora a Academia tenha critérios rigorosos para a escolha dos vencedores, algumas decisões deixaram um gosto amargo para os espectadores. Em diversas ocasiões, o Oscar foi considerado injusto, premiando filmes ou atores que não eram os favoritos do público e da crítica. Em 1990, muitos ficaram surpresos quando Conduzindo Miss Daisy venceu o prêmio de Melhor Filme, superando concorrentes como Nascido em 4 de Julho e Sociedade dos Poetas Mortos, que tinham temáticas mais profundas e impacto emocional mais forte. Em 1998, Shakespeare Apaixonado levou o prêmio principal, derrotando O Resgate do Soldado Ryan, um dos filmes de guerra mais aclamados de todos os tempos, o que gerou questionamentos sobre a influência das campanhas de marketing nas votações. Para muitos, o Oscar foi considerado injusto nesse ano, pois o filme de Steven Spielberg era visto como um marco do gênero. Outro momento que gerou discussões aconteceu em 2006, quando Crash – No Limite surpreendeu ao ganhar de O Segredo de Brokeback Mountain, um filme amplamente elogiado por sua delicadeza e profundidade. Mais recentemente, em 2020, a performance de Adam Driver em História de um Casamento foi considerada por muitos tão impactante quanto a de Joaquin Phoenix em Coringa, levando alguns a questionar se a escolha da Academia foi a mais equilibrada. Nessa ocasião, o Oscar foi injusto aos olhos do público, que via no trabalho de Driver uma atuação emocionalmente mais complexa. Créditos: Cobra News Para os brasileiros, uma das decisões mais lembradas foi em 1999, quando Fernanda Montenegro, indicada por Central do Brasil, perdeu o prêmio de Melhor Atriz para Gwyneth Paltrow, por Shakespeare Apaixonado. A performance de Montenegro foi amplamente elogiada e é considerada uma das mais marcantes do cinema nacional, tornando-se um dos casos em que o Oscar foi considerado injusto, pois muitos críticos e espectadores esperavam vê-la consagrada naquela noite. Mesmo com algumas escolhas que dividem opiniões, o Oscar continua sendo um evento que celebra o melhor do cinema e imortaliza grandes talentos. Se por vezes o Oscar foi injusto aos olhos do público, por outro lado, a premiação sempre proporciona momentos inesquecíveis e reconhece trabalhos que marcam gerações. No fim, essas discussões apenas reforçam a paixão pelo cinema e mantêm viva a tradição do Oscar como a maior celebração da sétima arte. Leia Também Fudêncio e seus amigos (2005-2011) Críticas Fudêncio e seus amigos (2005-2011) Tipo o south park,… Leia mais 20/06/2025 Viajo porque preciso, volto porque te amo (2009) Críticas Viajo porque preciso, volto porque te amo (2009) Um… Leia mais 04/06/2025 O céu de Suely (2006) Críticas O céu de Suely (2006) Parece um conto de… Leia mais 27/05/2025 (500) dias com ela (2009) Críticas (500) dias com ela (2009) Um filme problemático e… Leia mais 21/05/2025 A Garota Ideal (2007) Críticas A Garota Ideal (2007) Já vi cenas desse filme… Leia mais 06/05/2025 Carregar mais
Filmes mais Aguardados de 2025

Revista Digital Os Filmes Mais Aguardados de 2025: Um Ano de Grandes Lançamentos no Cinema O ano de 2025 promete ser um marco para a indústria cinematográfica, com lançamentos de peso que têm o potencial de levar as bilheterias globais a patamares inéditos desde a pandemia. Estima-se que o setor alcance uma receita de US$ 43,27 bilhões neste ano, impulsionado por produções aguardadas com entusiasmo por fãs e críticos. Confira os destaques mais esperados do calendário cinematográfico de 2025. Primeiramente vamos ver por gêneros Releituras de Clássicos Logo no início do ano, Robert Eggers apresenta sua releitura de “Nosferatu”, um clássico do terror originalmente lançado em 1922. Bill Skarsgård e Willem Dafoe lideram o elenco deste filme atmosférico e sombrio. Outro destaque é o live-action de “Branca de Neve”, que chega em março. Com Rachel Zegler e Gal Gadot no elenco, o filme da Disney é uma aposta certeira para fãs de fantasia e nostalgia. Universos Compartilhados e Blockbusters A Marvel e a DC continuam dominando as telas. Em fevereiro, a Marvel estreia “Capitão América: Admirável Mundo Novo”, com Anthony Mackie no papel principal, e em julho, o aguardado reboot de “Quarteto Fantástico” promete encantar com Pedro Pascal e Vanessa Kirby como protagonistas. Na DC, o grande destaque é “Superman: O Legado”, o primeiro filme do novo universo compartilhado sob a direção de James Gunn, estrelando David Corenswet como Clark Kent. Sequências Esperadas Para os fãs de ação e aventura, 2025 traz o encerramento de grandes franquias. “Missão: Impossível – O Acerto Final”, previsto para maio, promete cenas de tirar o fôlego com Tom Cruise. Já em julho, “Jurassic World: Rebirth” renova a franquia com Scarlett Johansson enfrentando dinossauros em um enredo empolgante. Outras sequências incluem “M3GAN 2.0”, “Jogos Mortais 11”, e “Five Nights at Freddy’s 2”, que garantem o terror e o suspense para os aficionados pelo gênero. Animações e Live-Actions Filmes que conquistaram o público jovem retornam em novas roupagens. “Como Treinar o Seu Dragão” e “Lilo & Stitch” ganham adaptações live-action, enquanto “Zootopia 2” expande o universo encantador da animação original. Obras Premiadas e Cinebiografias No segmento mais dramático e artístico, destacam-se filmes como “Anora”, vencedor da Palma de Ouro em Cannes, e a cinebiografia “Um Completo Desconhecido”, que retrata a vida de Bob Dylan, com Timothée Chalamet no papel principal. Ainda no campo das biografias, “Michael” explora a complexa trajetória do Rei do Pop, Michael Jackson. Ficção Científica e Fantasia O diretor Bong Joon Ho apresenta “Mickey 17”, uma história distópica estrelada por Robert Pattinson, enquanto James Cameron retorna com “Avatar 3: Fogo e Cinzas”, prometendo elevar o patamar dos efeitos visuais e narrativos em dezembro. Agora por data podemos ver os mais aguardados de 2025: Janeiro Lee – 02/01 Nosferatu – 02/01 Chico Bento e a Goiabeira Maraviosa – 09/01 Babygirl – 09/01 Pequenas Coisas Como Estas – 09/01 MMA – Meu Melhor Amigo – 16/01 Paddington: Uma Aventura na Floresta – 16/01 Conclave – 23/01 Anora – 23/01 A Verdadeira Dor – 23/01 Fevereiro O Brutalista – 06/02 Emília Pérez – 06/02 Better Man: A História de Robbie Williams – 06/02 Capitão América: Admirável Mundo Novo – 13/02 Bridget Jones: Louca pelo Garoto – 13/02 Maria Callas – 13/02 O Macaco – 20/02 Um Completo Desconhecido – 27/02 Março Mickey 17 – 06/03 Vitória – 13/03 Branca de Neve – 20/03 Abril Operação Vingança – 10/04 Maio Thunderbolts – 01/05 Missão: Impossível – O Acerto Final – 22/05 Lilo & Stitch – 22/05 Karatê Kid: Lendas – 29/05 Junho Bailarina – Do Universo de John Wick – 05/06 Como Treinar o Seu Dragão – 12/06 Extermínio 3 – 19/06 M3GAN 2.0 – 26/06 Julho Jurassic World: Rebirth – 03/07 Superman: O Legado – 10/07 Homem-Aranha: Além do Aranhaverso – 10/07 Quarteto Fantástico – 24/07 Agosto Sexta-Feira Muito Louca 2 – 07/08 Setembro Invocação do Mal 4: Últimos Rituais – 04/09 Todo Mundo em Pânico 6 – 18/09 Jogos Mortais 11 – 25/09 Outubro O Telefone Preto 2 – 09/10 Novembro Truque de Mestre 3 – 13/11 Wicked: Parte 2 – 27/11 Dezembro Five Nights at Freddy’s 2 – 04/12 Avatar 3 – Fogo e Cinzas – 18/12 O Mandalorian & Grogu – 25/12 Prepare a pipoca e marque as datas na agenda. Leia Também Fudêncio e seus amigos (2005-2011) Críticas Fudêncio e seus amigos (2005-2011) Tipo o south park,… Leia mais 20/06/2025 Viajo porque preciso, volto porque te amo (2009) Críticas Viajo porque preciso, volto porque te amo (2009) Um… Leia mais 04/06/2025 O céu de Suely (2006) Críticas O céu de Suely (2006) Parece um conto de… Leia mais 27/05/2025 (500) dias com ela (2009) Críticas (500) dias com ela (2009) Um filme problemático e… Leia mais 21/05/2025 A Garota Ideal (2007) Críticas A Garota Ideal (2007) Já vi cenas desse filme… Leia mais 06/05/2025 Carregar mais
Filmes esquecidos do Oscar

Críticas Filmes esquecidos do oscar Por Larissa Blanco Semana passada saiu a lista com as indicações do Oscar 2025, aquela que é considerada a maior festa do cinema, apesar do foco apenas em produções norte-americanas. E esse é mais um momento de uma tumultuada temporada de premiações, que pode ser mais lembrada no futuro por seus eventos caóticos do que pelo vencedor em si, que é desconhecido, não existem grandes favoritos por enquanto. Se não fosse o destaque de “Ainda estou aqui” essa temporada seria terrivelmente chata, e tenho pena dos gringos que não conhecem essa emoção de tamanha alegria coletiva. Mas sempre que sai a lista de indicados a algum prêmio, cada um faz sua própria lista de filmes injustiçados. E aqui quero falar de alguns filmes que poderiam estar indicados, não foram, mas não é por isso que não merecem sua atenção. Afinal não é porque estamos participando agora que vamos esquecer que o Oscar é, antes de tudo, um concurso de popularidade. Look Back Dirigido por Kiyotaka Oshiyama Essa animação japonesa chegou discretamente no catálogo do Prime Vídeo no ano passado e conquistou todos que assistiram. Baseado num manga de mesmo nome e com caráter semi auto biográfico, o filme acompanha uma garota que gosta muito de desenhar e sonha se tornar uma mangaká. O caminho dela se cruza com uma outra jovem talentosa, mas muito reclusa, e elas iniciam uma amizade que durará anos. Como alguém que já sonhou trabalhar com arte e sabe como essa carreira é 80% esforço e 20% talento, gosto como o filme não romantiza essa vida. São muitos sentimentos evocados na sua duração singela, com menos de uma hora de duração. Como fazer milhões antes que vovó morra Dirigido por Pat Boonnitipat Filme selecionado pela Tailândia para a categoria de filme internacional, entrou na shortist mas acabou ficando de fora das indicações. É uma obra belíssima, que se usa muito do melodrama mas sem ser clichê ou ter os dramas óbvios de um embate geracional. M é um jovem adulto que vive com sua mãe e de vez em quando vê sua vó idosa. Quando ela recebe um diagnóstico não muito bom, o rapaz começa a se aproximar dela, inicialmente por um pedido da mãe, depois por uma ambição de herdar alguma coisa, e finalmente por vontade própria por causa da conexão criada. É um filme onde os pequenos momentos brilham, e tornam tudo especial. Com certeza vai arrancar algumas lágrimas. Ele teve um lançamento no cinema no ano passado e por enquanto está naquele limbo de não estar em nenhum lugar além das tumultuadas águas da internet. Rivais Dirigido por Luca Guadagnino A academia odeia o diretor italiano, ele lançou dois filmes no ano passado e nenhum entrou na lista de indicados. Como não assisti “Queer” ainda, vou focar em “Rivais” que é um dos meus filmes favoritos do ano passado. É um filme de uma maturidade e uma complexidade emocional que eu sentia falta no cinema “comercial” norte americano. Falar que é um filme de triângulo amoroso é simplificar demais, mas também é um bom jeito de vendê-lo. Uma ex jogadora de tênis é a treinadora de seu marido, também jogador, que já teve uma carreira brilhante, mas anda em declínio. Para tentar anima-lo, ela o inscreve num torneio pequeno, onde eles encontram seu maior rival e antigo melhor amigo. Uma salada de relacionamentos, parece complicado mas não é. Rivais tem a melhor edição de um filme que vi em 2024, sua linha do tempo vai e volta, ele é montado como se estivéssemos assistindo uma partida de tênis. E a trilha sonora também é uma das melhores, o esnobe que mais doeu nesse ano. O filme está disponível no Prime video. Leia Também Aurora (2025), de João Vieira Torres Críticas Aurora (2025), de João Vieira Torres Um filme-ensaio que… Leia mais 21/06/2025 Fudêncio e seus amigos (2005-2011) Críticas Fudêncio e seus amigos (2005-2011) Tipo o south park,… Leia mais 20/06/2025 Viajo porque preciso, volto porque te amo (2009) Críticas Viajo porque preciso, volto porque te amo (2009) Um… Leia mais 04/06/2025 O céu de Suely (2006) Críticas O céu de Suely (2006) Parece um conto de… Leia mais 27/05/2025 (500) dias com ela (2009) Críticas (500) dias com ela (2009) Um filme problemático e… Leia mais 21/05/2025 Carregar mais O Projeto A Sala afirma que todos os textos do site são de responsabilidade do próprio autor.
Attenberg

Críticas Attenberg (2010) Dirigido por uma mulher, esse filme é o puro suco da estranha onda grega. Sem spoiler Por Ricardo Rodrigues Attenberg (2010) imagem do google Attenberg é um filme que é pouco comentado, mas que de fato merece atenção. Boa parte disso se deve ao fato das pessoas não saberem ao certo o gênero “estranha onda grega” e tampouco sobre a diretora do longa, a Athina Rachel Tsangari. Muitas pessoas acreditam que Attenberg é de Yorgos, mas na verdade ele apenas faz uma atuação no longa. Se você não faz a menor ideia do que seja a estranha onda grega, vou tentar explicar brevemente: trata-se de um gênero contemporâneo de cinema oriundo na Grécia após a crise que o país enfrentou a partir dos anos 2000. Em suma, os filmes abordam famílias desfuncionais, crises psicólogas, estranhamento, aversão aos padrões da sociedade, exploração de novas vivências (ênfase sexual) entre outros. De fato, não é todo mundo que gosta desse gênero, mas vale a pena conhecer. Em Attenberg conhecemos Marina (interpretada por Ariane Labed), uma mulher que mora e cuida do pai extremamente doente em uma cidade industrial. Devido a essas condições, ela fica reclusa ou seja, não socializa com as outras pessoas (exceto com a amiga Bella). Marina então fica a mercê de almejar as descobertas da vida e cuidar do pai doente, e a amiga Bella (Evangelia Randou) ajuda nesse processo com a prática de beijos (cena presente no início do filme e trailer inclusive). Attenberg trata-se de um filme de descobertas e conflitos, uma pessoa que não tem contato com a sociedade, não possui um discernimento do que seria socialmente aceito e tampouco de atitudes polidas. Attenberg subverte isso de maneira provocadora e de certa forma cômica também (o humor é causado pela estranheza no caso). Com uma premissa relativamente simples, a trama se desenvolve para algo mais complexo do que estamos assistindo, que exige do espectador um exercício de empatia e ao mesmo tempo de desconstrução interna do que seria estranho e comum. De fato é uma pena que esse filme não seja tão conhecido, creio que pelo próprio fato do filme ser dirigido por uma mulher (os homens levam os créditos facilmente em um mundo patriarcal) e também por ser feito em 2010, e ser feito na Grécia (o cinema grego não é tão conhecido pela massa, é mais o cinema norte americano mesmo). Em suma, é um filme que não irá agradar a todos porque possui um ritmo lento mas com excelentes atuações e uma fotografia belíssima, mas vale a pena assistir como próprio exercício de desconstrução de pensamento. Mulheres diretoras sempre abordam sexualidade, conflitos e papéis sociais de gênero de uma maneira bem diferente dos homens, por causa disso que sim, eu indico você assistir Attenberg. O longa possui nota 6,2 de 10 no IMBD (considerado na média) mas se eu pudesse avaliar em uma nota de zero a cinco eu daria 3. Leia Também Aurora (2025), de João Vieira Torres Críticas Aurora (2025), de João Vieira Torres Um filme-ensaio que… Leia mais 21/06/2025 Fudêncio e seus amigos (2005-2011) Críticas Fudêncio e seus amigos (2005-2011) Tipo o south park,… Leia mais 20/06/2025 Viajo porque preciso, volto porque te amo (2009) Críticas Viajo porque preciso, volto porque te amo (2009) Um… Leia mais 04/06/2025 O céu de Suely (2006) Críticas O céu de Suely (2006) Parece um conto de… Leia mais 27/05/2025 (500) dias com ela (2009) Críticas (500) dias com ela (2009) Um filme problemático e… Leia mais 21/05/2025 Carregar mais O Projeto A Sala afirma que todos os textos do site são de responsabilidade do próprio autor.